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31 de jan. de 2012

Cruzeiro, Montillo, Corinthians, a carta e o amor ou o contrato.

Continuar num clube recebendo bem menos do que a proposta recebida de outro clube, não deve ser fácil de assimilar. 

Como se não bastasse menos dinheiro, o sujeito ainda é obrigado a conviver com demagogias e sentimentalismos imbecis.


Pior ainda é quando o time é muito mais ruim que o outro que você poderia jogar.

Muito pior é quando você joga num clube que atrasa salários.

Mas ainda pode ser pior: é quando você recebe menos, tem que conviver com demagogias e sentimentalismos imbecis, joga num time muito pior, tem os salários atrasados e os jogadores escrevem carta reclamando do presidente e entregam via imprensa.

Alguém sabe me dizer por que esse argentino ainda não foi para o Corinthians?

30 de jan. de 2012

Toca a bola de Segunda, pô!

Os jogos começam no final de semana e continuam durante as segundas-feiras no ônibus, no táxi, no escritório, na refeitório, na sala de aula, nos programas esportivos e aqui no Bleu and Blue é Azul.

Lambendo as feridas. Ainda machucada com a goleada de 6 x 1 sofrida para o Cruzeiro no último jogo de 2011, a torcida do Atlético-MG vaiou o time antes de começar o primeiro jogo de 2012. E durante o jogo, também.

Montillo no Corinthians? Não é só conversa fiada pra vender jornal. Depois dos dois jogos amistosos do Cruzeiro, contra América e Mamoré, Montillo já não se apega só ao fator financeiro pra decidir seu futuro. Ele está, realmente, apavorado com a ruindade do time que vai ter que carregar nas costas, caso continue no Cruzeiro.

Corinthians ajudado pela arbitragem. O último campeão brasileiro derrotou o pobre Linense por 1 x 0 graças a um gol absurdamente anulado pelo soprador de latinha, Marcelo Rogério. Mas ontem foi por uma boa causa. No intervalo do jogo, uma apaixonada pediu o namorado em casamento pelo alto-falante do Pacaembu. A paixão dos dois, o Timão, não podia deixar de vencer ontem. Tomara que pedidos de casamento em jogos do Corinthians não vire moda!

Kaká com a fé inabalável. Na vitória de 3 x 1 do Real Madri sobre o Zaragoza neste domingo, Kaká foi titular pela segunda vez consecutiva, marcou o primeiro gol e deu o passe para o terceiro. O brasileiro que nunca disfarçou que se dar bem, fazer história no Real Madri é seu grande sonho na carreira, desde os tempos de juvenil, saiu de campo mais autoconfiante do que nunca nesses 2 anos e meio que está no clube. Será que chegou a hora de contar a benção?

22 de jan. de 2012

Criiiiise no Cruzeiro. Fora, Vágner Mancini!

"Foi só o primeiro jogo do ano". "Falta ritmo de jogo". "O time ainda está desentrosado". "Ainda falta condicionamento físico".

Quais são as outras mesmices que se diz e que se ouve depois do primeiro amistoso do ano?

Não interessa. Vamos direto ao fígado.

A primeira impressão deixada pelo Cruzeiro, hoje, não foi boa. Poderia ser pior. Por exemplo, se o presidente do clube ainda fosse o Zezé Perrella. O Montillo já teria estreado pelo Corinthians e hoje não teria sofrido o pênalti no primeiro gol nem recuperado a bola e dado o passe no segundo gol.

Do Rafael não dava, como não dá, mesmo, pra esperar coisa melhor. Ele é o famoso "chama-gol". Fraquinho. Coisa que tem provado desde a primeira vez que jogou no time profissional. E nem adianta lembrar que foi goleiro de Seleção de base. Como sempre diz a manicure, base é base, o resto é responsabilidade. Parece que o Gabriel, que ainda precisa ser testado, está indo pro Tottenham. O Cruzeiro precisa, logo, contratar um goleiro pra reserva do Fábio.

Do Diego Renan dava pra esperar coisa pior. Era só o América ter forçado mais jogadas pelo seu setor que todo mundo sabe no que daria, não é? 

O Leandro Guerreiro continua lento, com pouca mobilidade e de saída de bola ruim. Em relação ao ano passado piorou: cortou o cabelo e agora é ainda menos notado durante o jogo.

Boas impressões deixaram os estreantes Diego Arias e Marcelo Oliveira. Acabaram prejudicados pelo pior do jogo, o Vágner Mancini.

O colombiano ele tirou no intervalo. Além de equivocado, foi azarado pois o substituto, Rudnei, saiu, contundido, logo depois. O Marcelo Oliveira que era o mais lúcido do time, foi deslocado para a lateral-esquera para dar asas ao já conhecido e reconhecido Éverton.

Mas, claro, que o Vágner Manici não foi o pior do jogo só por isso. Foi, também, por, mais uma vez, ignorar o meia Élber. #CADÊOÉLBERVÁGNERMANCINI?

Foi o pior do jogo, também, por não transmitir nenhuma confiança em suas declarações antes, durante e depois dos jogos. Não só o jogo de hoje. Mas de toda sua carreira.

Álias, esse, também, é um dos motivos pelos quais o Vágner Mancini foi eleito o pior do jogo de hoje. Sim, pela carreira dele. É fraquinho. Era a cara do rebaixamento do ano passado. O Cruzeiro não caiu porque...o América venceu o Atlético-PR e o adversário na última rodada foi o predestinado rival.

Mas que coisa, hein?! "Foi só o primeiro jogo do ano" e eu aqui já pedindo a demissão do treinador?

Coisa de torcedor idiota, mesmo, não é não?

Talvez. No último post sobre o Cruzeiro eu escrevi assim: "Não sei o que o Vágner Mancini pode fazer com o elenco que tem à disposição. Não saberia nem se fosse o Pep Guardiola ou o Jose Mourinho. O que está claro é que terá uma excelente oportunidade pra provar  sua capacidade. Naquela linha: quanto maior o desafio, maior a oportunidade".

 48 horas depois eu já aposto que ele não vai fazer nada ou, no máximo, muito pouco. Mas eu não quero me esquecer que "foi só o primeiro jogo do ano" e que eu já estava com saudade de ver o Cruzeiro jogar e de culpar alguém por uma derrota.

20 de jan. de 2012

Cruzeiro 2012: Todo grande time começa por um... grande presidente.

O Cruzeiro abre a temporada do futebol mineiro neste próximo domingo, 22, num amistoso contra o América no belo Parque do Sabiá, em Uberlândia.

"É só o primeiro jogo da temporada", dirão todos após o jogo, pra justificar qualquer coisa, independentemente do resultado e do desempenho coletivo e individual.

E, realmente, o primeiro amistoso da temporada é só o primeiro jogo amistoso da temporada. 

Ano passado, por exemplo, nem os 7 primeiros jogos na Libertadores foram suficientes para se fazer um diagnóstico preciso do time, imagine o primeiro amistoso da temporada!

O Cruzeiro inicia 2012 vindo de uma das temporadas mais dramáticas de sua história. De "Barcelona das Américas" eliminado da Libertadores, dentro de casa, por um Once Caldas, passando por mais uma conquista de Campeonato Mineiro, lutando contra o rebaixamento até a última rodada do Campeonato Brasileiro. Uma temporada encerrada, simplesmente, com um 6 x 1 sobre o sofrido rival.
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Mas de 2011, o que está servindo de referência para o Cruzeiro em 2012?

Nove jogadores contratados, por enquanto. Isso explica muita coisa. Baseado nessa evidência  uma das respostas mais plausíveis para a pergunta anterior é: o time/elenco precisava de uma considerável reformulação.

Marcos (lateral-direito), Mateus e Thiago Carvalho (zagueiros), Gilson (lateral-esquerdo), Amaral, Diego Arias, Rudnei e Marcelo Oliveira (meiocampistas) e Walter (atacante).

Estrelas? Só as 5 do escudo. Nove jogadores questionáveis. Na média do que é a realidade do empobrecido futebol brasileiro. Inquestionáveis, tem uma meia dúzia por aí. O resto é aposta. 

Apostas que podem propiciar surpreendentes resultados. Isso depende de alguns fatores, entre eles, a competência do treinador.

Álias, desde 2007, quando o Paulo Autuori foi substituído pelo Dorival Jr., os bons desempenhos do Cruzeiro em competições se deveu muito, mas muito, mesmo, à competência do treinador. Dorival Jr., que reformulou um time arrebentado e classificou o Cruzeiro pra Libertadores e Adilson Batista, finalista da Libertadores 2009, foram, claro, os principais.

Não sei o que o Vágner Mancini pode fazer com o elenco que tem à disposição. Não saberia nem se fosse o Pep Guardiola ou o Jose Mourinho. O que está claro é que terá uma excelente oportunidade pra provar  sua capacidade. Naquela linha: quanto maior o desafio, maior a oportunidade.

Mas nem tudo são pedras a dar leite no caminho do coach cruzeirense. Seu trabalho será muito facilitado com a permanência de um dos pouquissimos jogadores diferenciados do futebol brasileiro.

Montillo, por enquanto, fica apesar de todo assédio financeiro, principalmente, ao jogador mas, também, ao clube. Tudo indica que o Cruzeiro não está em sua, digamos, melhor fase financeira. 

10 ou 8 milhões de euros para um clube que não recebe as maiores cotas de TV, que não recebe os maiores patrocínios de empresas privadas nem dinheiro de estatal como outros clubes por aí, nem tem 100 mil sócios como os gaúchos, ah...faz muita diferença nesse momento de hiperinflação dos salários de jogadores, inclusive os cabeças-de-bagre.

E é aí que eu justifico o título do post.

Se o presidente do clube ainda fosse o Zezé Perrela, Montillo já teria estreiado pelo Corinthians. E Zezé teria justificado a negociação com as mesmas frases que ele decorou e repetiu nos últimos anos. Frases e argumentos plausíveis, sim, porém, carregadas de conformismo. Há muitos anos, Zezé não tinha mais a mesma ambição, o mesmo ímpeto que o levou a ser considerado, com justiça, um excelente cartola. Prestou impagáveis serviços ao clube mas não tinha mais a chama acesa.

Gilvan de Pinho Tavares assumiu com enorme desconfiança. Seria o continuismo do que teve de pior na era Perrela? 

Nem que seja apenas para provar que não, a postura, pelo menos em público, do novo presidente do Cruzeiro é diferente daquele conformismo de seu antecessor.

Manter o Montillo no Cruzeiro até agora é, antes de qualquer coisa, uma postura de quem não se acomoda com a tal "realidade", com a tal "disparidade financeira" em relação a alguns clubes de Rio e de São Paulo, como vivia repetindo o ex-presidente e seus papagaios.

As contratações pra 2012, realmente, são modestas, apesar de não estarem aquém da média do futebol brasileiro. Mas tudo indica que as coisas estariam muito pior com o ex-presidente que não teria contratado melhor e já teria vendido o Montillo.

4 de jan. de 2012

O ex-cartola trapalhão, o cartola fanfarrão, o jogador cabeça de bagre e a picadura no Ronaldo.

Que o Luiz Gonzaga Belluzzo foi o pior cartola do futebol brasileiro nos últimos 352 anos eu já sabia. Mas mesmo depois de ter deixado o Palmeiras livre de sua decisões, ele continua fazendo muito mau ao clube. Em meio ao endividamernto astronômico que o teórico de Economia promoveu no clube, descobriu-se mais uma belluzzada.Quando o Palmeiras contratou o Kléber, do Cruzeiro, Belluzzo acertou uma comissãozinha com o empresário do jogador: R$ 15.000,00 por mês até 2015. Eu nunca tive dúvidas que o Luxemburgo seria muito melhor administrador de padarias do que o "vamos matar os bambis".

O presidente em exercício do Corinthians, Roberto de Andrade, mostrou-se um grande fanfarrão ao comentar a exigência do Cruzeiro de 15 milhões de euros por Montillo. Ontem, durante participação no Arena Sportv, o cara soltou essa: "Jogador vale aquilo que o outro clube se propõe a pagar. Se um clube se dispõe a pagar 8 milhões de euros, é isso que ele vale". Precisa explicar?

O atacante Walter, ex-Internacional, que estava no Porto se apresentou hoje ao Cruzeiro. A respeito do jogador, pedi uma opinião ao colorado Gerson Sicca: "O Walter é um boa atacante. O problema dele é a cabeça de bagre; o bicho é meio depressivo, eu acho. Tá sempre com algum problema fora de campo, saudade de casa, etc, etc. Tomara que dê certo no Cruzeiro. Abraço!".

Ronaldo está com dengue. O Aedes Aegypti é mais democrático e menos preconceituoso que muito político com discurso liberal que tem por aí. O assunto "dengue" merece toda seriedade possível mas é impossível evitar aquela risadinha maldosa ao saber que o gordo tomou outra picadura.

2 de jan. de 2012

Cruzeiro 91 Anos. Ser cruzeirense é um privilégio.

Ser cruzeirense é, antes de qualquer outro conceito, ser um privilegiado por ter escolhido o clube certo pra torcer. Privilégio que até os rivais, que torcem por clubes que mais parecem  karma, não conseguem deixar de admitir.

Desses 91 anos de história vivi os últimos 22, já que passei a acompanhar futebol com clareza a partir da Copa do Mundo de 1990. Para meu privilégio foi, justamente, a partir do segundo semestre de  1990 que o clube iniciou a era mais gloriosa de sua história, conquistando títulos durante 15 anos  ininterruptos.

Como se não bastasse ver meu clube conquistar 29 títulos oficiais nesses 22 anos, entre eles 1 Libertadores, 2 Supercopas dos Campeões da Libertadores, 1 Recopa, 1 Campeonato Brasileiro e 4 Copas do Brasil, além, claro, de todos os outros que ele conquistou anteriormente,no ano em que ele mais me fez sofrer, com o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, ele encerrou o ano com mais uma goleada acachapante, 6 x 1, sobre o sofrido rival citadino.

A última Página Heróica Imortal:

13 de dez. de 2011

Copa do Brasil. O Tetracampeão voltou!

A CBF divulgou, na manhã desta terça-feira, o diagrama e a relação dos 64 clubes que vão participar da Copa do Brasil do ano que vem. A tabela completa, com as datas dos jogos, será divulgada até esta sexta-feira, segundo o site oficial da entidade. Os confrontos válidos pela primeira fase já estão definidos.

O Cruzeiro, maior vencedor da competição junto com o Grêmio, 4 títulos cada, está de volta à competição 5 anos depois e terá como primeiro adversário o Rio Branco do Acre. Para os mais superticiosos, vale lembrar que a única vez que o Cruzeiro estreou na Copa do Brasil contra um clube acreano, foi em 1996 quando eliminou o Juventus com um 1 x 1 no Acre e um 4 x 0 em Minas e seguiu rumo ao título, conquistado contra o Palmeiras da Parmalat.

Em sua última participação, em 2007, o Tetracampeão, com um time muito mal treinado pelo filosofador Paulo Autuori, foi eliminado ainda nas oitavas pelo Brasiliense que venceu por 1 x 0 no Mineirão e garantiu a classificação com um empate de 1 x 1 na Boca do Jacaré. Essa foi a última escalação do Cruzeiro numa Copa do Brasil: Fábio; Gabriel, Luisão, Gladstone e Fábio Santos; Léo Silva (Leandro Domingues), Ricardinho, Geovani (Rômulo) e Maicosuel (Felype Gabriel); Guilherme e Araújo.
Rumo ao penta? Rumo ao penta!

7 de dez. de 2011

Sem sorrir Alexandre Kalil é o melhor palhaço do circo.


É, realmente, fascinante o bom humor, a “presença de espírito” e a coragem do presidente atleticano Alexandre Kalil. Só mesmo alguém com essas qualidades poderia voltar todas as câmeras, todos os microfones e todos os ouvidos pra ele depois da constrangedora cacetada que o Cruzeiro deu no Atlético no último domingo. 

Tudo bem, não é a primeira vez que ele vira o personagem do dia, da semana, da quinzena pelo monte de gracinhas que diz. Mas depois de domingo, ele precisava se superar. E se superou.
 
Dessa vez, não adiantava só polemizar como uma “celebridade” em busca de holofotes. Dessa vez, as coisas eram muito mais sérias que foram, por exemplo, quando o Atlético tomou de 6 para o Corinthians e ele disse que “o time borrou” ou quando o Atlético tomou de 5 x 0 para o Cruzeiro e ele disse que não tinha ido ao Mineirão porque seu filho tinha saído com seu carro.

Dessa vez, ele precisava falar pra um povo que acabou de sofrer com um tsuname , um terremoto e um vulcão ao mesmo tempo. Mais uma vez, o mundo do atleticano desabou mas desta vez acabou mesmo, “de com força”.

Mas eis que o grande palhaço, o grande artista Alexandre Kalil entrou em cena e… conseguiu fazer os olhos de muitos atleticanos brilharem de novo. Assim…como num passe de mágica.

Como se, mesmo antes do jogo, ele já era considerado o principal responsável pela tal entrega do jogo ao Cruzeiro? Não era ele que tinha almoçado com o Zezé Perrela e com o Ricardo Guimarães para vender o jogo? Depois do 6 x 1, então… tudo indicava que teria o mesmo destino do Muammar Kadhafi.

Mas… que fascinante! Que mágica! Que sedução! Que inteligência! Que sagacidade! Que encanto!

Em pouquissimo tempo, após 1/2 dúzia de palavras, Kalil já havia conseguido deixar de ser réu para se transformar na grande vítima. Ele passou mel na ponta da língua e voou em cada boca atleticana para compartilhar seu doce.

Relembre com que palavras – astutas, mágicas, sedutoras, encantadas – ele conseguiu fazer muitos atleticanos desistirem da idéia de suicídio ou, para os mais moderados, da promessa de nunca mais torcer para “essa merda”, “essa porcaria”, “essa desgraça”:

“A torcida do Atlético não merece a vergonha que passou hoje. Eu cansei de prometer, de fazer. Eu tinha prometido um bicho de um milhão de reais, que está sendo cancelado. Eu dei o bicho e acabo de tomar”.

“O bicho foi dado só que não foi dada a data. Então, ele pode ser entregue uma hora que a torcida faça um clamor pra pagar o bicho que eles mereçam ou pode ser em 2052″.

“E se alguém achar… se algum jogador do Atlético achar que merece um prêmio, vá na imprensa, põe a cara e fala assim: ‘eu mereço o prêmio’ e vem cá no caixa e busca. Entendeu?”

“Dá a impressão, e até eu acho, que houve um acerto para entregar o jogo para o Cruzeiro, tamanha desmobilização e descompromisso. Eu me reuni com os jogadores e disse a eles que era o jogo mais importante da história do clube. Eu sou o mais envergonhado, não vou sair para a rua, pois tenho vergonha na cara”,

“Uma tragédia que, definitivamente, eu não aceito. Pisar na nossa alma não vão mais. Na minha gestão, não. Isso não é perder um jogo, isso é pisar na alma do atleticano”.

“O que fizeram ontem em campo não foi perder o jogo, foi pisar no nosso coração. É isso que eu não aceito. ‘Ah perdeu pro Cruzeiro, ganhou do Cruzeiro…’ isso é a coisa mais normal do mundo. Mas pisar no nosso coração, na nossa alma, isso eu não aceito e não vai acontecer mais. Então, pisou de lá, toma pisada de cá”.

Todos – atleticanos, imprensa, patrocinadores e, inclusive, cruzeirenses – precisam de um maestro como ele. Afinal, ninguém quer ver o circo arriar a lona.

5 de dez. de 2011

O Corinthians é o Campeão Brasileiro de 2011?

Esse ano não deu pra acompanhar o Campeonato Brasileiro como sempre fiz nos anos passados (a ponto de assistir 5 jogos de uma só vez). É que esse ano o Campeonato, pra mim, deixou de ser diversão muito cedo; passou a ser sofrimento desde a 4° rodada do returno quando um urubu pousou no meu ombro e me convenceu de que o Cruzeiro cairia para a segunda divisão: não tive mais olhos para o sofrimento dos outros. No máximo, os melhores momentos dos jogos e a tabela de classificação no jornal. 

Que o Corinthians seria campeão eu nunca tive certeza. Mesmo ontem próximo aos 40 minutos do 2° tempo eu ainda acreditava (não que torcia) que no Pacaembu o Marcos Assunção poderia acertar o ângulo do goleiro Júlio César e que no Engenhão o Vasco poderia fechar o seu emocionante 2011 com chave de ouro. Como o jogo do Cruzeiro terminou antes, acabei me dispersando e não ouvi o grito de campeão no Pacaembu.

Secar o Corinthians eu comecei na primeira rodada do Campeonato na vitória de 2 x 1 sobre o Grêmio no Olímpico, com uma atuação que me convenceu de que o time do Titi seria o principal adversário do Cruzeiro pelo título do Campeonato. Isso ficou lá nos desaparecidos arquivos do “1982 Esporte Clube” e  naquela vitória com aquele golaço do Wallyson, no Pacaembu, ainda pela 11° rodada do primeiro turno.

Acompanhei menos do que gostaria mas me vejo obrigado a arriscar um palpite: esse é o mais autêntico, menos contestado e, talvez, o mais honesto título conquistado pelo Corinthians nos últimos anos. Dessa vez, pra tristeza geral da nação, não sobrou nenhum motivo pra choradeira, pra teorias conspiratórias ou desejo de matar um árbitro.

Outro ponto que deve ser ressaltado é a “confiança no projeto”  demonstrada pelo Andrez Sanches. Nenhum especialista conseguiu explicar como um presidente do Corinthians manteve um treinador  após a eliminação da Libertadores para o Tolima. E manteve a confiança durante o mau momento que o time passou durante o Campeonato, apesar de toda pressão.

O título acabou confirmado no único 0 x 0 da última rodada, o que não tira nenhum pingo do brilho da conquista, claro. Mas é que ainda costumamos ver o último jogo como o capítulo final da novela que exige uma última grande cena do(s) herói(s). No caso do futebol, um gol para ser reprisado eternamente como o símbolo maior da conquista.

Talvez, tenha sido só mais um capricho do destino. O maior símbolo dessa conquista, inevitavelmente, será a lembrança do eterno ídolo Sócrates.

Cruzeiro 6 x 1 Atlético-MG.

Felicidade!

Vergonha!

Honra.

Lisura.

Honestidade?

Tristeza!

Grito!

Silêncio.

Lágrimas…

Vingança.

Vida!

Pra quê?

Morte!

Por quê?

Nunca mais!

Para sempre!

Esperança!

Em quê?

1 de dez. de 2011

O Cruzeiro noutros 4 de Dezembro.

As horas vão passando e fica cada vez mais difícil ignorar a importância do jogo do próximo domingo, 4 de Dezembro.


Estou sofrendo pouco, por enquanto. Afinal, estou educando minhas emoções para o pior desde a derrota para o Santos, ainda na 4° rodada do returno, quando um mau pressentimento tomou conta das minas emoções.

Não sou dado a otimismo e pessimismo mas costumo dar crédito à minha intuição; com a devida moderação, claro. Passei os últimos dois meses respondendo a quem me perguntava o que eu acahava que iria acontecer com o Cruzeiro, “chegou a nossa vez”. Escrevi isso algumas vezes aqui no blog.

Mas…não faltam ótimas frases de efeito, provérbios, ditados e argumentos plausíveis, lúcidos, racionais para se apegar, para acreditar na vitória – ou outra forma de salvação – no domingo.

Basta uma vitória, o que não seria nenhuma mazembada, nenhum maracanazzo, nenhuma sarriada. Possível e nem tão improvável assim, apesar de toda mediocridade apresentada pelo Cruzeiro no returno do Campeonato.

Curioso é que após o jogo contra o Ceará, onde deixamos escapar a permanência na primeira divisão nos últimos minutos, ao invés de me abraçar à certeza do pior que insiste em me “aconselhar” há muito tempo, fui tomado por uma repentina euforia e cheguei a externá-la no facebook: “O galo nunca decepciona um cruzeirense. Nem tudo tem uma primeira vez. ♪Clube Atlético Mineiro, alegria do Cruzeiro♫”.
Está vendo! Por essas e outras não levo tão a sério minha intuição. rsrs

Mas hoje numa tentativa de aliviar a tensão, resolvi me apegar à uma mera curiosidade: quantas vezes o Cruzeiro já jogou num 4 de Dezembro? Sei lá, vai que tem uma coincidência histórica aí a qual eu possa me apegar…

Comecei pesquisando – no Almanaque do Cruzeiro do Henrique Ribeiro – a partir de 1995. E o que encontrei? Três jogos e três derrotas. Poxa, que coisa, hein! Que coincidência desgraçada! Acabei pesquisando nos 90 anos da história do clube. O resultado é esse: Quantos jogos o Cruzeiro disputou num 04 de Dezembro?

1960 – Cruzeiro 2 x 1 América Campeonato Mineiro -  Independência – BH Gols: 2. Rossi (C) Cruzeiro: Josué; Massinha, Benito, Nilsinho, Amauri, Cléver, Nonô, Emerson, Elmo, Rossi e Raimundinho; Téc.: Niginho

1966 – Cruzeiro 1 x 0 América Campeonato Mineiro – Mineirão -BH Gol: Itaci Vilela Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, Vavá, Cláudio, Spencer, Wilson Almeida, Zé Carlos, Marco Antônio (Dalmar), Caixa, Batista e Ílton; Téc.: Airton Moreira

1975 – Cruzeiro 1 x 1 América-RJ Campeonato Brasileiro – Mineirão Gol: Palhinha (C) Cruzeiro: Raul; Nelinho, Moraes, Darci Meneses e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Eduardo; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho; Téc.: Zezé Moreira

1977 – Flamengo 3 x 1 Cruzeiro Campeonato Brasileiro – Maracanã Gol: Nelinho (C) Cruzeiro: Raul; Nelinho, Zezinho, Darci Meneses e Vanderlei; Flamarion, Erivelton (Lívio), Eduardo; Valdo (Paulo César), Revétria e Joãozinho; Téc.: Aimoré Moreira

1988 – Botafogo 1 x 1 Cruzeiro Campeonato Brasileiro – Caio Martins – RJ Gol: Careca (C) Cruzeiro: Pereira; Dinho, Ademir, Gilmar Francisco e Wladimir; Paulo Isidoro, Heriberto e Careca; Betinho, Hamilton (Róbson) e Édson (Éder); Téc.: Carlos Alberto Silva

1991 – Cruzeiro 2 x 1 Rio Branco Campeonato Mineiro – Estádio JK – Andradas Gols: Macalé e Charles (C) Cruzeiro: Paulo César; Andrade, Paulão (Vanderci), Adilson e Célio Gaúcho; Rogério Lage, Boiadeiro e Macalé; Mário Tilico, Charles e Marquinhos (Ramon); Téc.: Ênio Andrade

1996 – Velez Sarsfield 2 x 0 Cruzeiro Final da Supercopa – José Amalfitani – Buenos Aires Cruzeiro: Dida; Vítor, Gélson, Gílmar e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison e Palhinha (Donizete); Paulinho Mclaren e Aílton (Da Silva); Téc.: Levir Culpi

1999 – Vasco 3 x 1 Cruzeiro Torneio Seletivo para Copa Libertadores – São Januário – RJ Gol: Muller (C) Cruzeiro: André; De La Cruz, Marcelo Djian, Cris e André Luiz; Donizewte, Marcos Paulo (Paulo isidoro), Donizete Amorin (Marcelo) e Valdo; Aléx Alves e Muller; Téc.: Paulo Autuori

2005 – Cruzeiro 1 x 3 São Caetano Campeonato Brasileiro – Mineirão – BH Gol: Alecsandro (C) Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Moisés, Edu Dracena e Wágner; Maldonado (Diogo), Martinez, Adriano Gabiru (Francismar) e Kelly (Wando); Alecsandro e Diego; Téc.: PC Gusmão

9 jogos, 3 vitórias, 2 empates e 4 derrotas.

Pronto. Já posso procurar outra coisa pra me ocupar e disfarçar a ansiedade.

BMG/Ricardo Guimarães: "O dono do futebol brasileiro".

A última edição da Época Negócios (Novembro/2011) faz uma bela propaganda do BMG e joga ainda mais luzes na reluzente careca de seu presidente, Ricardo Guimarães.Resolvi separar alguns trechos do mimo por tópicos. Confere aí:

Como está o BMG 

“…os Pentagna Guimarães…tudo que vendem é o crédito consignado a servidores públicos municipais, estaduais e federais, além de aposentados e pensionistas do INSS. Esse tipo de operação, que tem baixo risco de inadimplência porque desconta as parcelas devedoras diretamente da folha de pagamento, movimenta hoje no Brasil cerca de R$ 130 bilhões, gerados por pelo menos 60 instituições financeiras. Desse montante, R$ 23 bilhões foram emprestados pelo BMG – 18% do mercado, perdendo apenas para o Banco do Brasil. São números que o levaram ao primeiro lugar no ranking dos 20 bancos mais rentáveis sobre o patrimônio em 2010, segundo o anuário Valor 1000. E que conferem ao BMG perto de 10% de todo crédito à pessoa física gerado hoje no país, independentemente da modalidade.

Quais as perspectivas

Essa maravilha de cenário deve começar a mudar em 2012, impondo ao BMG o desafio de abrir novas fronteiras de atuação – sob pena de ser engolido pela concorrência das grandes instituições bancárias…”Até aqui o BMG foi muito bem sucedido em sua estratégia de atuação no mercado. No entanto, a concentração quase exclusiva de sua atividade no consignado gera pelo menos dois efeitos negativos: o aumento do risco e a perda da oportunidade de fidelização do cliente, que só encontra outros produtos na concorrência”, afirma o ex-diretor do Unibanco Ricardo Mollo. “O consignado continuará sendo nosso principal produto, mas esperamos que a médio prazo represente no máximo 70% dos negócios”, diz Ricardo Guimarães.

O futebol como estratégia

Foi justamente pensando na diversificação de seus produtos que o BMG resolveu, antes de qualquer coisa, vestir a camisa do futebol com o patrocínio do Atlético-MG a partir de Janeiro de 2010. “Lá atrás, isso já era parte da estratégia que hoje está sendo consolidada. A penetração que conseguimos com o consignado nos oferecia a base para crescer. Mas faltava o conhecimento da marca para além do funcionário público e do aposentado. Agora, quando o sujeito vir nosso cartão de crédito, vai dizer ‘as, o BMG eu conheço’, e isso graças ao futebol. São as três letrinhas laranjas, cor essa que todo time quer mudar mas a gente não aceita de jeito nenhum“, diz Ricardo Guimarães. [...]

Maior patrocinador do futebol brasileiro, o BMG estampa o uniforme de 39 clubes, seja em patrocínios de maior envergadura, em que a marca aperece no peito e nas costas, ou nos mais comedidos, em mangas de camisa. A exposição de seu logotipo financia, ainda, três equipes da Superliga masculina de vôlei e duas da feminina; três times de basquete, entre eles o Flamengo; a ginasta Jade Barbosa; o lutador Vitor Belfort e até o apresentador Otávio Mesquita, convertido em piloto da Copa Mercedes…O investimento na chancela esportiva chega a a R$ 60 milhões anuais, mais de 90% de tudo que o banco destina ao marketing.”

Resultados do marketing

 Uma série de pesquisas da consultoria independente Sport+Markt, que monitora estratégias de investimento no marketing esportivo em todo o mundo, dá conta da eficiência do modelo de patrocínio pulverizado adotado pelo BMG. Em julho de 2009, o banco aparecia em 92° lugar num ranking de marcas associadas espontaneamente ao futebol brasileiro. Em março deste ano, chegou à 4° posição, superando tradicionais investidores do esporte como Adidas, Brahma, Skol, Coca-Cola, Fiat e Batavo. [As três primeiras colocadas na pesquisa foram Itaú, Nike e Bradesco].

Soccer BR1

Com um pé no futebol, por que não os dois? Em meados do ano passado, os sócios do BMG criaram o fundo de investimento SOccer BR1, para operar a compra e venda de jogadores.  O BMG é cotista único do fundo, no qual investiu até agora perto de R$ 50 milhões. Não é dono sozinho do direito econômico de nenhum dos 60 jogadores que possui – seu modelo de negócios privilegia as participações, nunca superiores a 50%. Dessa forma, garante o interesse de outros sócios na venda do atleta, incluindo prioritariamente o clube onde ele atua. “Não adianta investir 100%, porque na hora de vender o cartola diz ‘Poxa, vou criar um desgaste com a torcida e não vou levar nada?’ Aí, faz de tudo para barrar a negociação”, afirma Ricardo Guimarães.

[...]

Segundo Guimarães, o fundo tem “60% de atletas reconhecíveis por alguém que entende de futebol e 40% de jovens apostas”. Até agora, o banco já negociou 13 jogadores, com retorno médio 60% superior ao valor pago na compra. Do Cruzeiro, o BMG vendeu GIl e Henrique. Do Corinthians, Dentinho e Elias. “É mais ou menos como ação em bolsa de valores. Se um jogador aumenta o valor e você não realiza, pode perder a oportunidade”.

Segunda divisão com o Atlético-MG

“Quando o time caiu, a torcida foi para a porta do meu prédio exigindo que eu saísse. Recebi ameaças e telefonemas anônimos. Fizeram passeatas no centro e o meu enterro simbólico. São coisas desagradáveis”, diz Ricardo Guimarães.

Mensalão

Ricardo Guimarães chegou à presidência do banco em 2005, quando presidia o Atlético-MG. Não chegou em boa hora – no mesmo ano, o escândalo do mensalão acabaria por envolver o banco, que havia feito um empréstimo de R$ 10 milhões para Cristiano Paz e Marcos Valério, sócios da agência de propaganda SMP&B.  “Eu mesmo, pessoalmente, validei o empréstimo, que era absolutamente normal e tinha todas as garantias. Mandei emprestar o dinheiro e o que mais quisessem“, afirma Flávio Guimarães [pai do Ricardo]. Os sócios do BMG não estão entre os 38 réus que serão julgados pelo STF. O BMG, no entanto, continua sendo chamado de “o banco do Mensalão”.

28 de nov. de 2011

Cruzeiro na segunda divisão? Quem é o roteirista?

Nem um vidente previu. Não apareceu em nem uma bola de cristal nem nos búzios nem no tarô.  Em 2011, o Cruzeiro surpreendeu até o destino.

Se quem tem contato e contrato com o além comeu mosca, imagine o distraído torcedor… Nem o cruzeirense mais pessimista nem o atleticano mais otimista apostariam um  centavo sequer que 04 de Dezembro de 2011 pode ficar marcado como…

Como o quê? Como a experiência mais intensa de suas vidas. Sem exageros, no próximo domingo, muita gente vai viver e vai morrer a maior emoção de suas vidas. E, por enquanto, não dá tempo nem de discutir se uma vida que vive no futebol sua maior e mais intensa emoção merece ser vivida.

Domingo, não é só mais um, é o  “O jogo mais importante” da história do Cruzeiro e  o “O jogo mais importante” da vida de todos os cruzeirenses. Um único jogo que poderá ferir 90 anos de orgulho.

Para o Atlético-MG, também, é “O jogo mais importante” de sua história, a chance de conquistar o maior título em seus 103 anos de existência: rebaixar o Cruzeiro. E  para os atleticanos é a grande chance de sarar os tantos anos de orgulho ferido.

Quem é o roteirista desse drama que de repente, sem que ninguém se desse conta, coloca a vida de milhões de cruzeirenses e atleticanos  e a história dos dois clubes em jogo num único jogo?

Eu tenho um palpite pra esse roteirista. O final dessa trama será muito mais emocionante, muito mais inteligente e fará muito mais sucesso se o Cruzeiro não cair para a Segunda Divisão.  Ainda mais depois que o Cruzeiro ficou sem Fábio e Montillo para esse último jogo. Quase ninguém acredita no Cruzeiro. Perfeito, para um final feliz!

21 de nov. de 2011

Cruzeiro 1 x 1 Atlético-PR. É melhor ser alegre que ser triste.

Foi mais uma atuação histórica nessa sequência histórica. Ah, se alguém tivesse filmado todos os, aproximadamente, 4500 jogos nesses 90 anos de história do Cruzeiro! Eu assistiria todos só para provar o que eu tenho certeza: o Cruzeiro nunca teve um time tão tosco, tão medíocre (na prática) como esse.


Hoje foi até menos constrangedor do que nos outros jogos. Até porque o adversário, também, é muito ruim e não conseguiu colocar o Cruzeiro “na roda” como fizeram os outros.

Mas como se não bastasse a mediocridade técnica, a desorientação tática e o capenga condicionamento físico das outras vezes, hoje ocorreram 3 lances gloriosos. Dois no lance que culminou com o gol do Atlético: mais uma cagada do Diego Renan e mais uma lerdada do Marquinhos Paraná que, simplesmente, ficou apreciando o atacante rubro-negro fazer o gol como quem observa uma folha soprada pelo vento. O mesmo Marquinhos Paraná que, no segundo tempo, sozinho, caiu sobre a bola como um sonâmbulo que acorda à noite para ir ao banheiro e cai com a bunda no pinico antes de arriar as calças.

Gente…na boa! É melhor rir pra não chorar ou como dizia Vinícius de Moraes, é melhor ser alegre que ser triste. Porque se o sujeito for levar isso “a sério”, ele morre ou de enfarto ou de desgosto ou de queda do 20° andar ou de corda no pescoço.

E eu já deixei bem claro para os cruzeirenses com os quais eu convivo: se alguém ameaçar morrer, caso o Cruzeiro consiga o que tem feito por merecer há muito tempo (ser rebaixado), eu dou o maior incentivo.
Mas deixemos esse meu tom exagerado (baseado numa “bobagem” que ouvi hoje de um conhecido). Quem quiser sofrer com dignidade, fica aqui a dica:

Hoje faz 20 anos da conquista da Supercopa dos Campeões da Libertadores de 1991. Quem quiser ver ou rever a final, taí. Eu revi ontem. Foi praticamente uma sessão de regressão. Senti a emoção, o cheiro, as cores… eu, meu irmão e meu pai ouvindo o jogo naquela noite histórica de 20 de Novembro de 1991. Eu tinha 9 anos. Minha mais pura e genuina emoçãocomo cruzeirense.

15 de nov. de 2011

O advogado do Zezé Perrella.

Ninguém espera que as acusações de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e evasão de divisas contra o Senador e, ainda, presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, sejam logo, devidamente, esclarecidas. Mesmo quem não faz a menor idéia dos trâmites do processo, sabe que casos como esse, envolvendo gente graúda como esse,  são arrastados preguiçosamente por anos e anos e anos.

Mas sejamos otimistas! Imaginemos que o STF autorize, logo, a abertura dos inquéritos contra o Senador. O que você espera – torce ou acredita – que vai ser apurado? Zezé Perrella é, mesmo, um ladrãozão ou só mais uma vítima no “país do denuncismo”? (Em Julho desse ano, Zezé disse à Folha: “Me sinto no país do denuncismo”).

Zezé vive dizendo que não teme nenhuma investigação, que ser investigado não é crime e que não teria nenhum problema em abrir mão do foro privilegiado a que tem direito como Senador.

Talvez, ele, durma, mesmo, com a consciência tranquila e não tenha cometido nenhum desse crimes.

Mas…vamos nos permitir exercitar a imaginação um pouquinho. Admitamos que Zezé Perrella é, mesmo, um ladrãozão e que possíveis investigações da PF e dos MPs o deixe em condição de réu perante a Justiça.
“Oh! E agora, quem poderá me defender?”. Essa pergunta Zezé já se fez há muito tempo e o Chapolin Colorado não caiu na frente dele.

Zezé está muito bem de advogado. Trata-se do mineiro, cruzeirense, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay,  retratado na última edição da Revista Piauí como O Protetor dos Poderosos que “faz o impossível para que Brasília funcione direito”.

Kakay é daqueles caras que podem ser chamados de “o cara”. Veja essa parte da matéria assinada por Daniela Pinheiro:

“Quem contrata Kakay – apelido que Almeida Castro cunhou para si mesmo, inventando até a grafia – compra um pacote raro no mercado jurídico. Ele faz a defesa técnica e atua também como assessor de imprensa, perito em imagem e especialista em regimento do Congresso, alem de ser frequentador de Comissões Parlamentares de Inquérito, íntimo de ministros e chefes de partido, interlocutor de jornalistas respeitados, amigo de empresários biliardários e expert nos códigos do poder brasiliense.
Em trinta anos de profissão, ele contou ter defendido dois presidentes (José Sarney e Itamar Franco), um vice (Marco Maciel), cinco presidentes de partido (simultaneamente), quarenta governadores (em períodos diversos), dezenas de parlamentares (atualmente são quinze senadores) e uma penca de ministros (no governo de Fernando Henrique Cardoso foram treze; no de Luiz Inácio Lula da Silva, três; no de Dila, dois). No mês passado, acrescentou à freguesia um ex-governador, um presidente de Assembléia Legislativa e um juiz de Tribunal de Contas estadual.

A capilaridade prossegue na iniciativa privada. De seu portfólio constam empreiteiras (Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS), bancos (Sofisa, BMG, Pine), banqueiros (Daniel Dantas, Salvatore Cacciola, Joseph Safra), empresário de renome internacional e milionários provincianos, todos num momento ou outro enrolados com a Justiça.”

Seu mais novo cliente é o ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva. Um caso que no final da matéria ele resumiu assim: “Politicamente, a permanência dele era insustentável mas, juridicamente, o caso é fácil. Na verdade, o processo agora toma um leito normal. Para dvogar é melhor, mas perde a adrenalina que eu gosto”.

Das 5 páginas preenchidas pela matéria, Zezé Perrela aparece numa ligação telefônica numa manhã em que a jornalista esteve no escritório do advogado:

“Eram onze da manhã e Kakay estava no escritório, decorado com inúmeras fotos (ele e Lula, ele e Sarney, ele e ACM, ele e Roberto Carlos) e uma gigantesca obra cilíndrica, de um artista plástico mineiro. Usava uma calça preta, sandália Crocs da mesma cor e uma camiseta amarelo-canário com o símbolo de seu time, o Cruzeiro.

O celular tocou, ele checou quem chamava e atendeu com a voz entusiasmada. “Meu governador preferido, tá bom”, disse. Dois minutos depois, outra chamada. Era o senador Zezé Perrella, cartola do Cruzeiro, acusado, entre outros crimes, de enriquecimento ilícito. Antes de desligar, o advogado brincou: “Se o Cruzeiro for rebaixado, eu perco seu prazo, hein Zezé?”

Confesso minha ignorância: não entendi esse “perco seu prazo”. Mas uma coisa ficou clara: Zezé Perrela tem motivos para “não temer nada”. Está muito bem de advogado.

Cruzeiro 1 x 1 Internacional. Foi a camisa branca?


Lá pelos anos 90, eu acreditava, muito, que a camisa branca dava sorte ao Cruzeiro. Uma supertiçãozinha que eu me permitia alimentar. Baseada em alguns resultados, como por exemplo:
  • Cruzeiro 8 x 0 Nacional (COL) pela Supercopa de 1992
  • Cruzeiro 2 x 1 Grêmio – final da Copa do Brasil de 1993
  • Boca Jrs. 1 x 2 Cruzeiro – Libertadores de 1994
  • Palmeiras 2 x 3 Cruzeiro – 3° jogo das 4as de final Brasileiro de 1998
  • Cruzeiro 3 x 1 Portuguesa – 1° jogo semi-final Camp.Brasileiro de 1998
  • Portuguesa 0 x 1 Cruzeiro – 3° jogo semi-final do Brasileiro de 1998
Entre vários outros. Com o tempo eu fui deixando isso de lado e sei que hoje é possível fazer uma grande lista com as derrotas do Cruzeiro jogando com a camisa branca. Nesse Campeonato, por exemplo, o Cruzeiro perdeu de 2 x 0 para o Grêmio em Porto Alegre.

Mas é aquela coisa, né? Em momentos de desespero, a gente acaba se apegando ao que tem. E ontem era um dia desses.

O Cruzeiro é o pior time do Campeonato há pelo menos 14 rodadas. Seja qual for o adversário, em qualquer estádio, o time não inspira nenhuma confiança, racional, em uma vitória.
Então, “vamos” de camisa branca, a pedido dos jogadores, pra mudar…sei lá…qualquer coisa. E lá foi o Cruzeiro…

Com menos de 1 minuto, o Internacional chegou com perigo. E continuou melhor, com mais qualidade técnica, melhor condicionamento físico e mais equilíbrio emocional durante o jogo inteiro.

O Cruzeiro, com uma disposição, uma entrega comovente. Nada que fizesse diferença, se o Inter não tivesse perdido tantos gols, muito, também, por conta de uma atuação perfeita do goleiro Fábio.

Ah, se o Inter tivesse empatado o jogo…Teria virado goleada, como contra o Flamengo?

Não interessa. O que interessa hoje é ter abrido 2 pontos do Ceará e ter tornado mais possível e mais provável evitar a queda para a segunda divisão com o pior time do clube nos últimos 24 anos.

6 de nov. de 2011

Flamengo 5 x 1 Cruzeiro. Muita calma nessa hora!

Eu não vou fazer nenhuma lista de “culpados”. Não vou participar de nenhum protesto em aeroporto, em frente à sede ou no portão do centro de treinamento. Nem de algum twitaço que inicie alguma “revolução”.

O máximo que eu me disponho a fazer, coletivamente, é participar de alguma votação para escolher o nome do Zezé Perrela, já que ele prometeu mudar de nome caso o Cruzeiro caia para a segunda divisão.

Mas quem disse que o Cruzeiro vai cair para a segunda divisão?

Eu, também. Tenho repetido isso entre amigos, inimigos e indiferentes desde a derrota para o Santos  ainda na 4° rodada do returno.

Baseado em quê? Intuição. Pressentimento.

Mas o Campeonato ainda não acabou.


Promessa? A única que faço é não ficar falando isso por aí, entre inimigos e indiferentes. Porque hoje eu quase apanhei de uma turma de…cruzeirenses que não aceitavam  assistir ao jogo de hoje com “pessimistas”, “mau agouros” entre eles.

Saí antes do jogo começar. Sem nenhuma mágoa. Pelo contrário. Até com um certo contentamento por constatar, mais uma vez, que a boçalidade, também, é imortal.

É impossível evitar um sorriso, quando se vê torcedores de futebol num eterno  processo de autoafirmação. Estão sempre tentando provar que são melhores que os outros; inclusive em relação a torcedores do mesmo clube.

Talvez, o time tenha tomado mais essa tamancada por falta de mais “energia positiva”, mais “otimismo”. Aff!!!
Talvez, a solução seja deixar só os “cruzeirenses de verdade”, os que “acreditam sempre”, os “iluminados”, de “energia positiva” assistirem aos próximos jogos.

Afinal, os clubes caem, ou não, sobem, ou não, de divisão. A boçalidade, não. Essa, também, recebe faixas e participa do desfile das campéãs todos os dias.

6 de out. de 2011

Cruzeiro 3 x 3 São Paulo. Todo doente dá uma melhorada antes de morrer.

Já repararam isso… a pessoa está há um bom tempo naquele morre-não-morre e de repente melhora, enchendo a família e os amigos de esperança. Mas que nada! Era só prá se despedir, fazes “as pazes” com os desafetos, deixar uma boa última impressão.

Uma analogia um tanto exagerada… Mas era essa minha sensação antes mesmo do início do jogo. Estava com um bom pressentimento…achei até que fosse de vitória… contra o São Paulo, contra quem o Cruzeiro, em Campeonato Brasileiro, não ganha nunca…Tanto que mesmo depois do 1 x 2 e do 2 x 3, eu continuei com uma confiança inabalável de que a vitória aconteceria.

Ficou só no  3 x 3 mas deixou a grande maioria com aquela impressão: “Se jogar sempre assim, não cai”.
Eu continuo com a mesma sensação; de que o mundo não acaba antes do Cruzeiro cair para a segunda divisão. Que a minha intuição esteja tão certa como as furadas profecias apocalípticas.