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25 de jan. de 2012

Barcelona 2 x 2 Real Madrid. Uma sessãosinha no divã?

Em quase 4 anos, agora são 14 jogos com 9 vitórias do Barcelona, 3 empates e 1 vitória do Real Madrid (vitória conquistada apenas na prorrogação).
O orgulho madrileno está arrasado há muito tempo. Mais do que os resultados, o Barcelona impõe nos últimos anos uma verdadeira série de humilhações ao Real Madrid.

Mas o jogo de hoje teve 2 tempos. Coisa que nem sempre acontece.

Dá pra dizer, sem medo de ser feliz, que o Real Madrid fnão foi pior em nenhum dos dois. No primeiro tempo, teve chance de abrir, pelo menos, dois 2 x 0. Teve o que alguns gostam de chamar de volume de jogo (muito mais do que em qualquer outro jogo nos últimos anos), evitou aquele irritante toque de bola do Barcelona em sua intermediária e correu pouquissimos riscos de sofrer gols.

Era primeiro tempo pra levar muita gente pra sessão de análise. Afinal, por que cargas d'água, o Real Madrid conseguiu jogar daquele jeito contra o Barcelona? Seria uma enxurrada de teorias já nos poucos minutos de intervalo.

Seria, porque em 4 minutos Pedro e Daniel Alves fizeram 2 x 0 para o Barcelona e fez o mundo inteiro se aquietar com a sensação de estar tudo no seu devido lugar.

O segundo tempo, todos sabiam que seria de massacre, mesmo que não virasse goleada. O melhor time de todos os tempos tocaria, tocaria, tocaria...e o Real Madrid teria mais uma noite de vexame.
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Mas diria aquele zé clichê: "o futebol é bom por causa dessas coisas". O Real Madrid fez o improvável: empatou o jogo, com Cristiano Ronaldo, aos 22, e Benzema, aos 26, e fez os culés sofrerem o medo de serem eliminados em pleno Camp Nou.
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Nos últimos minutos, o Barcelona esteve muito mais próximo do gol da vitória do que o esforçado Real Madrid. Messi foi menos preciso do que de costume.

O grande time de Jose Mourinho, Cristiano Ronaldo, Kaká e companhia saiu de campo com a sensação de "enfim, conseguimos jogar, enfim, conseguimos fazer um jogo decente contra eles".

Poderiam até ter vencido, o que é muito, mas muito, mesmo, pra qualquer time do mundo. O madrileno Marca fez questão de...digamos... valorizar a classificação do Barça, exaltando a atuação do Real:


Depois de um jogo desse, o que não vai faltar é especialista levando o futebol ao divã. "Afinal, dá ou não dá pra encarar o Barcelona?" O melhor time de todos os tempos tem bagunçado com a cabeça de muita gente há muito tempo. E empatar com o Real Madrid, atualmente, o segundo melhor time do mundo, é, sim, motivo pra mandar todo mundo rever conceitos. Só não vale dizer que o Santos deveria ter tido mais coragem naquela final do Mundial Interclubes. Aì, é sacanagem.

17 de jan. de 2012

Real Madri 1 x 2 Barcelona. Deve ser falta de coragem.

"Real Madri x Barcelona de hoje não será transmitido pela ESPN, muito menos pela Globo ou pela Band ou pela Record ou pela RedeTV. Uma pena para o torcedor brasileiro que gosta de Futebol e gosta de ficar antenado com o que acontece mundo afora. Não assistem aos jogos do Barcelona e depois são obrigados a conviver com uma grande parcela da nossa imprensa esportiva, mal informada e/ou mau intencionada, cobrando postura mais corajosa de um pobre Santos, ou de outro pobre time qualquer, num confronto direto com o melhor time de todos os tempos".

Essa é uma provocaçãozinha que eu postei no facebook à tarde. Confesso que ainda convivo com a lembrança da repercussão do jogo entre Barcelona e Santos, quando vários especialistas cobraram uma postura mais corajosa do pobre Santos, como se nunca tivessem assistido jogos do time catalão. Muitos
 se mostraram ou se fingiram surpresos com a superioridade do time espanhol e passaram alguns dias com o futebol brasileiro no divã.

Mas... nada que mereça maior atenção. Já comemoramos o Natal, já saudamos o ano do fim do mundo, já lamentamos as tragédias causadas pelas chuvas e pelo descaso do Estado e já comentamos o BBB. Ou seja, o que aconteceu naquela final interessa muito pouco.

Hoje o Barcelona voltou a jogar um jogo que compensasse maior atenção. Afinal, contra o seu gigante rival, castigado, com orgulho ferido, Real Madri.

Sobre o jogo não há muito de novidade pra dizer. O melhor time de todos os tempos, foi, de novo, muito melhor que um pobre adversário seu. E nem precisa dar destaque ao fato de que o jogo foi no Santiago Bernabeu, como se estádio ganhasse jogo.

Mais uma vez o pobre Real Madri jogou como se fosse o jogo mais importante da história gloriosissima do clube. Todos os jogadores deram o seu melhor e o pior de si mesmos, principalmente o Pepe que, mais uma vez, fez de tudo pra ser mandado pra um Tribunal onde ele deveria ser condenado à prisão perpétua, desde que a lei não permitisse pena de morte.

Jose Mourinho, pobre!, tentou, fez alguma coisa diferente...Altintop na lateral direita, Coentrão na esquerda, L.Diarra, Pepe e Xabi Alonso à frente da linha da defsa...Mas não tem esquema tático, não tem jogadores capazes de parar o Barcelona. A menos que aconteça o que aconteceu, por exemplo, quando a Inter de Milão do Mourinho eliminou o Barcelona na Champions League 2009/2010; o adversário faz um gol e passa o resto do jogo tentando marcar e torcendo para Messi, Iniesta, Xavi e companhia perderam todas as, pelo menos 154, chances de gol que tiverem.

Hoje o Barcelona, apesar de muito melhor que o pobre Real Madri, não foi tão brilhante como das outras vezes. Mesmo assim, teve chance de fazer 4 ou 5 gols. 

Mas de diferente, mesmo, foi o gol de empate. O Barcelona não é o time que ignora a "bola parada", que recomeça o jogo numa cobrança de escanteio? Pois, ontem, enganou o mundo todo, aos 4 do segundo tempo, quando Puyol marcou de cabeça.

Pobre, Real Madri! Se vencendo por 1 x 0 já estava difícil de disfarçar o nervosismo, com o jogo empatado só restava torcer pra que um terremoto, um ataque terrorista ou coisa parecida acontecesse e justificasse o fim do jogo antes da virada.

Virada inevitável! Passe sensacional de Messi para gol de Abidal que, estimulado pelo brasuca Daniel Alves, comemorou dançando a coreografia da música do brasileiro mais influente do mundo - o "Ai, se te eu pego" do Michel Teló.

Agora já são 7 jogos sem vitória do Real Madri só no Santiago Bernabéu; 5 vitórias do Bracelona e 2 empates.
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Alguns corajosos não terão vergonha de dizer que tem faltado coragem ao Real Madri.

Michel Teló, o brasileiro mais influente do mundo.

Michel Teló esteve no Real Madri, onde além de quase não conseguir falar de tanta emoção por ter se encontrado com o Cristiano Ronaldo, posou para fotos com a camisa branca mais famosa do mundo.

Depois apareceu, numa outra entrevista, dizendo que agora, depois do mundo todo, só falta o Messi pra dançar o "Ai, se eu te pego!"

Tudo bem que a música é, inegavelmente, contagiante e que o paranaense, gremista é um cara muuuito sortudo. Mas colocar Real Madri e Barcelona pra dançar a mesma coreografia? Tarefa improvável até para o brasileiro mais influente do mundo.

18 de dez. de 2011

Barcelona 4 x 0 Santos. Lição, principalmente, para os mau e bem intencionados da imprensa esportiva.


A idiotice começou há algum tempo. Se acentuou depois que  o Pelé, na maior cara de pau, disse que o Neymar é melhor que o Messi. A partir dali grande parte da imprensa esportiva combinou que manteria essa discussão em evidência. “Quem é melhor, Neymar ou Messi”. Uma dessas canalhices muito bem intencionadas.

Manter essa enquetezinha em evidência, mesmo admitindo que o argentino é melhor, como eu vi, ouvi e li vários jornalistas admitindo (o óbvio e ululante) faz parte daquele processo de industrialização de um ídolo. Perdoável até, desde que não fosse tão exagerado, desde que não apostassem tanto na falta de senso crítico de seus ouvintes, leitores e telespectadores.

Ontem, poucas horas antes do jogo, a materiazinha no Jornal Nacional falava de como e quanto o treinador do Barcelona estava pensando em marcar o Neymar  e não quanto o Muricy estava preocupado em parar o Messi.

Tudo bem! Que brinquem de comparar Neymar e Messi mas acreditar que o Santos tinha alguma chance de encarar o Barcelona…é coisa de fanfarrão. Não me refiro aos que acreditavam que o Santos desse a sorte de vencer mesmo com o Barcelona jogando muito melhor, tendo muito mais posse de bola e criando mais chances de gol. Me refiro àqueles que gritaram nas rádios e nas TVs durante o jogo que o Santos tinha obrigação de ser melhor do que foi, que tinha obrigação de ser mais corajoso, que tinha condições de jogar mais, que creditam muito da derrota ao Muricy Ramalho por ter escalado 3 zagueiros ou por ter escolhido o Elano pra substituir o Danilo.

Durante o jogo, passei pelos dois canais de TV que transmitiram o jogo, Globo e Sportv, e pelas rádios CBN, Globo, Record, Bandeirantes e Jovem Pan. Em todos, tinha lunáticos dizendo que o Santos tinha que ter sido melhor, que era absurda a postura do time, que deviam encarar, que deviam respeitar menos, etc, etc.Na Jovem Pan, deram o azar de entrevistar o Rubens Minelli que em poucos minutos deu uma aula de bom senso aos corneteiros explicando porque não era o Santos o time a ser analisado e, sim, o Barcelona.

De volta para o segundo tempo…e não é que o Santos assanhou alguns poucos bons ataques, criou suas  duas chances de gol!? E o que disseram os caras de pau? Até que se o Santos tivesse jogado daquele jeito desde o início, o jogo e o resultado seria outro. Que o Barcelona, vencendo por 3 x 0, tendo toda uma temporada pela frente, pudesse ter relaxado ou até deixado o Santos brincar um pouquinho, ninguém aceitou levar em consideração.

Ao final do jogo, não tiveram outra opção a não ser reconhecer o  óbvio: que o melhor  time do mundo é espanhol e que o melhor jogador de futebol do mundo é argentino. E não é que nas rádios CBN, Globo, Record, Bandeirantes e Jovem Pan alguns lunáticos insistiram em descarregar asneiras nas orelhas de seus ouvintes, apontando causas e culpados, não pela vitória do Barcelona, pela derrota do Santos!

Não é difícil compreender essa postura da cada vez mais emburrecida imprensa esportiva brasileira. Ao longo dos anos tiveram dificuldade de lidar com o fato do futebol brasileiro ser o melhor do mundo. Nunca encontraram o tom correto da crítica. Álias, sempre politizaram a crítica. De um lado os esquerdistas, fumantes de Marx e bêbados de Gramsci, de outro os de direita, educadores de sentimentos como patriotismo e nacionalismo. E no meio, os puros de coração.

Imaginem, a dificuldade que é lidar com o fato de não termos mais uma Seleção decente, de não termos craques nos principais clubes europeus, de não sermos mais o melhor futebol do mundo, de estarmos muito atrás do futebol jogado pelos espanhóis, pelos alemães e pelos holandeses. Da nossa Seleção hoje não se pode dizer que ela é melhor que pelo menos outras 10 Seleções, alem das 3 citadas.

Tudo isso ás vésperas de uma Copa do Mundo no país. Como vão vender esse produto? Como vão dizer ao mundo que essa é a nossa identidade? Como vão aliar as imagens dos jogos da nossa Seleção ao samba e às mulatas? Se nosso futebol passa por um momento tão ruim, quem somos, o que sabemos fazer de melhor? Não era jogar futebol? E agora?

Essas e outras interrogações explicam muito dos exageros cometidos por parte da imprensa, também, hoje. Explica muito dessa ansiedade, dessa falta do que dizer, dessa preguiça de analisar o futebol com mais inteligência, dessa cara de pau em apostar na falta de senso crítico do torcedor, dessa falta de senso de ridículo.

Do jogo de hoje, tem muita gente, inclusive o Neymar (o menos culpado nisso tudo), dizendo que serviu de lição. Só se for lição para os desatentos, para os que não assistem aos jogos do Barcelona, para quem sofre de uma demência e tiveram dificuldade de compreender a estratosférica diferença entre Barcelona e Santos, para os lunáticos, para os mau intencionados e para os bem intencionados, também.

Mas, claro, sem rancor, sem stress,  sem traumas…Afinal, o circo tem que continuar. Estamos todos debaixo da lona, por vontade própria e com muito prazer.

14 de dez. de 2011

Santos 3 x 1 Kashiwa Reysol. Estréia e Despedida.

Foi uma boa experiência. Estrear e vencer num Mundial Interclubes é oportunidade rara na carreira de qualquer jogador e mesmo na história dos clubes. O quase centenário Santos, por exemplo, participa de um Mundial pela terceira vez, mesmo número de participações do São Paulo, únicos brasileiros tricampeões da dificílima e cobiçadíssima Libertadores.

O fraco Kashiwa Reysol terá seu lugar merecido na história do Santos. Ocupará um espaço infinitamente menor do que o Mazembe na história do Internacional e era isso, mesmo, que importava no jogo de hoje. Mas que fique bem claro que não foi por falta de oportunidades de gol, criadas  com certa facilidade na mamata zaga santista, que o time japonês deixou de escrever um capítulo de horrores na história santista.

Espero que o time e a torcida do Santos tenham se divertido. Porque domingo, mais uma vez, o playground é todo do Barcelona que não fará menos de 5 gols. Hoje foi a estréia e a despedida (quanto a disputa do título)  do Santos da competição.