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26 de ago. de 2014

O ISLÃ É INTOLERANTE E INTOLERÁVEL (6).

Intolerável, também, é a reportagem publicada ontem no Fantástico da TV GLOBO intitulada "Estado Islâmico: conheça o grupo radical que espalha terror pela Síria e Iraque".

Como já escrevi em postagens anteriores, só é possível ignorar a condição de intolerante e intolerável dessa falsa religião inventada por um charlatão por,
  • IGNORÂNCIA (não conhece a história do Islã),
  • MÁ-FÉ (conhece o Islã e trabalha por seus objetivos),
  • BURRICE (caso do tipíco esquerdista engajado na destituição dos valores judaico-cristãos na sociedade ocidental e tem o islã como um tipo de aliado ideológico),
  • BLASFÊMIA ou APOSTASIA (mulçumanos que desrespeitam a vontade de Maomé e de Alá defendendo que a guerra santa é espiritual e/ou psicológica; não é preciso matar ninguém).

Ainda não estou certo se, nesse caso, na Globo o problema é de ignorância, má-fé ou burrice. Pra quem não viu ou não se deu conta e tem interesse, segue, abaixo, o link do vídeo. Expuseram todo o lixo que é o Islã, muitíssimo bem representado pelos seus assassinos que atuam no Iraque e na Síria mas no final deram espaço à confusão, à ignorância, à má-fé e à burrice.

O mundo precisa aprender que o Islã não tem "lado bom" nem "tolerante" e nem é "mal interpretado" quando espalha o terror. Infelizmente, a reportagem do Fantástico não ajudou em nada.

17 de jan. de 2012

Real Madri 1 x 2 Barcelona. Deve ser falta de coragem.

"Real Madri x Barcelona de hoje não será transmitido pela ESPN, muito menos pela Globo ou pela Band ou pela Record ou pela RedeTV. Uma pena para o torcedor brasileiro que gosta de Futebol e gosta de ficar antenado com o que acontece mundo afora. Não assistem aos jogos do Barcelona e depois são obrigados a conviver com uma grande parcela da nossa imprensa esportiva, mal informada e/ou mau intencionada, cobrando postura mais corajosa de um pobre Santos, ou de outro pobre time qualquer, num confronto direto com o melhor time de todos os tempos".

Essa é uma provocaçãozinha que eu postei no facebook à tarde. Confesso que ainda convivo com a lembrança da repercussão do jogo entre Barcelona e Santos, quando vários especialistas cobraram uma postura mais corajosa do pobre Santos, como se nunca tivessem assistido jogos do time catalão. Muitos
 se mostraram ou se fingiram surpresos com a superioridade do time espanhol e passaram alguns dias com o futebol brasileiro no divã.

Mas... nada que mereça maior atenção. Já comemoramos o Natal, já saudamos o ano do fim do mundo, já lamentamos as tragédias causadas pelas chuvas e pelo descaso do Estado e já comentamos o BBB. Ou seja, o que aconteceu naquela final interessa muito pouco.

Hoje o Barcelona voltou a jogar um jogo que compensasse maior atenção. Afinal, contra o seu gigante rival, castigado, com orgulho ferido, Real Madri.

Sobre o jogo não há muito de novidade pra dizer. O melhor time de todos os tempos, foi, de novo, muito melhor que um pobre adversário seu. E nem precisa dar destaque ao fato de que o jogo foi no Santiago Bernabeu, como se estádio ganhasse jogo.

Mais uma vez o pobre Real Madri jogou como se fosse o jogo mais importante da história gloriosissima do clube. Todos os jogadores deram o seu melhor e o pior de si mesmos, principalmente o Pepe que, mais uma vez, fez de tudo pra ser mandado pra um Tribunal onde ele deveria ser condenado à prisão perpétua, desde que a lei não permitisse pena de morte.

Jose Mourinho, pobre!, tentou, fez alguma coisa diferente...Altintop na lateral direita, Coentrão na esquerda, L.Diarra, Pepe e Xabi Alonso à frente da linha da defsa...Mas não tem esquema tático, não tem jogadores capazes de parar o Barcelona. A menos que aconteça o que aconteceu, por exemplo, quando a Inter de Milão do Mourinho eliminou o Barcelona na Champions League 2009/2010; o adversário faz um gol e passa o resto do jogo tentando marcar e torcendo para Messi, Iniesta, Xavi e companhia perderam todas as, pelo menos 154, chances de gol que tiverem.

Hoje o Barcelona, apesar de muito melhor que o pobre Real Madri, não foi tão brilhante como das outras vezes. Mesmo assim, teve chance de fazer 4 ou 5 gols. 

Mas de diferente, mesmo, foi o gol de empate. O Barcelona não é o time que ignora a "bola parada", que recomeça o jogo numa cobrança de escanteio? Pois, ontem, enganou o mundo todo, aos 4 do segundo tempo, quando Puyol marcou de cabeça.

Pobre, Real Madri! Se vencendo por 1 x 0 já estava difícil de disfarçar o nervosismo, com o jogo empatado só restava torcer pra que um terremoto, um ataque terrorista ou coisa parecida acontecesse e justificasse o fim do jogo antes da virada.

Virada inevitável! Passe sensacional de Messi para gol de Abidal que, estimulado pelo brasuca Daniel Alves, comemorou dançando a coreografia da música do brasileiro mais influente do mundo - o "Ai, se te eu pego" do Michel Teló.

Agora já são 7 jogos sem vitória do Real Madri só no Santiago Bernabéu; 5 vitórias do Bracelona e 2 empates.
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Alguns corajosos não terão vergonha de dizer que tem faltado coragem ao Real Madri.

18 de dez. de 2011

Barcelona 4 x 0 Santos. Lição, principalmente, para os mau e bem intencionados da imprensa esportiva.


A idiotice começou há algum tempo. Se acentuou depois que  o Pelé, na maior cara de pau, disse que o Neymar é melhor que o Messi. A partir dali grande parte da imprensa esportiva combinou que manteria essa discussão em evidência. “Quem é melhor, Neymar ou Messi”. Uma dessas canalhices muito bem intencionadas.

Manter essa enquetezinha em evidência, mesmo admitindo que o argentino é melhor, como eu vi, ouvi e li vários jornalistas admitindo (o óbvio e ululante) faz parte daquele processo de industrialização de um ídolo. Perdoável até, desde que não fosse tão exagerado, desde que não apostassem tanto na falta de senso crítico de seus ouvintes, leitores e telespectadores.

Ontem, poucas horas antes do jogo, a materiazinha no Jornal Nacional falava de como e quanto o treinador do Barcelona estava pensando em marcar o Neymar  e não quanto o Muricy estava preocupado em parar o Messi.

Tudo bem! Que brinquem de comparar Neymar e Messi mas acreditar que o Santos tinha alguma chance de encarar o Barcelona…é coisa de fanfarrão. Não me refiro aos que acreditavam que o Santos desse a sorte de vencer mesmo com o Barcelona jogando muito melhor, tendo muito mais posse de bola e criando mais chances de gol. Me refiro àqueles que gritaram nas rádios e nas TVs durante o jogo que o Santos tinha obrigação de ser melhor do que foi, que tinha obrigação de ser mais corajoso, que tinha condições de jogar mais, que creditam muito da derrota ao Muricy Ramalho por ter escalado 3 zagueiros ou por ter escolhido o Elano pra substituir o Danilo.

Durante o jogo, passei pelos dois canais de TV que transmitiram o jogo, Globo e Sportv, e pelas rádios CBN, Globo, Record, Bandeirantes e Jovem Pan. Em todos, tinha lunáticos dizendo que o Santos tinha que ter sido melhor, que era absurda a postura do time, que deviam encarar, que deviam respeitar menos, etc, etc.Na Jovem Pan, deram o azar de entrevistar o Rubens Minelli que em poucos minutos deu uma aula de bom senso aos corneteiros explicando porque não era o Santos o time a ser analisado e, sim, o Barcelona.

De volta para o segundo tempo…e não é que o Santos assanhou alguns poucos bons ataques, criou suas  duas chances de gol!? E o que disseram os caras de pau? Até que se o Santos tivesse jogado daquele jeito desde o início, o jogo e o resultado seria outro. Que o Barcelona, vencendo por 3 x 0, tendo toda uma temporada pela frente, pudesse ter relaxado ou até deixado o Santos brincar um pouquinho, ninguém aceitou levar em consideração.

Ao final do jogo, não tiveram outra opção a não ser reconhecer o  óbvio: que o melhor  time do mundo é espanhol e que o melhor jogador de futebol do mundo é argentino. E não é que nas rádios CBN, Globo, Record, Bandeirantes e Jovem Pan alguns lunáticos insistiram em descarregar asneiras nas orelhas de seus ouvintes, apontando causas e culpados, não pela vitória do Barcelona, pela derrota do Santos!

Não é difícil compreender essa postura da cada vez mais emburrecida imprensa esportiva brasileira. Ao longo dos anos tiveram dificuldade de lidar com o fato do futebol brasileiro ser o melhor do mundo. Nunca encontraram o tom correto da crítica. Álias, sempre politizaram a crítica. De um lado os esquerdistas, fumantes de Marx e bêbados de Gramsci, de outro os de direita, educadores de sentimentos como patriotismo e nacionalismo. E no meio, os puros de coração.

Imaginem, a dificuldade que é lidar com o fato de não termos mais uma Seleção decente, de não termos craques nos principais clubes europeus, de não sermos mais o melhor futebol do mundo, de estarmos muito atrás do futebol jogado pelos espanhóis, pelos alemães e pelos holandeses. Da nossa Seleção hoje não se pode dizer que ela é melhor que pelo menos outras 10 Seleções, alem das 3 citadas.

Tudo isso ás vésperas de uma Copa do Mundo no país. Como vão vender esse produto? Como vão dizer ao mundo que essa é a nossa identidade? Como vão aliar as imagens dos jogos da nossa Seleção ao samba e às mulatas? Se nosso futebol passa por um momento tão ruim, quem somos, o que sabemos fazer de melhor? Não era jogar futebol? E agora?

Essas e outras interrogações explicam muito dos exageros cometidos por parte da imprensa, também, hoje. Explica muito dessa ansiedade, dessa falta do que dizer, dessa preguiça de analisar o futebol com mais inteligência, dessa cara de pau em apostar na falta de senso crítico do torcedor, dessa falta de senso de ridículo.

Do jogo de hoje, tem muita gente, inclusive o Neymar (o menos culpado nisso tudo), dizendo que serviu de lição. Só se for lição para os desatentos, para os que não assistem aos jogos do Barcelona, para quem sofre de uma demência e tiveram dificuldade de compreender a estratosférica diferença entre Barcelona e Santos, para os lunáticos, para os mau intencionados e para os bem intencionados, também.

Mas, claro, sem rancor, sem stress,  sem traumas…Afinal, o circo tem que continuar. Estamos todos debaixo da lona, por vontade própria e com muito prazer.

Páginas amarelas da Veja. Sobre o que todo mundo sabe e ninguém muda.

Na edição da semana passada o entrevistado foi o sociólogo Claudio Beato, teórico especialista em segurança pública, coordenador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG que falou, especialmente, sobre a velhissima e conhecidissima necessidade de uma limpeza na polícia, especificamente, de acordo com a proposta da entrevista, na polícia do Rio de Janeiro.
O especialista fez declarações bombásticas, daquelas que, infelizmente, não fazem nenhum efeito. Dêem uma conferida:

“As milícias galgam postos na polícia, operando para que os crimes jamais sejam apurados”.

“É preciso empreender uma faxina na polícia do Estado, que figura entre as mais corruptas do país. A podridão não se limita às bases da corporação, mas está entranhada nos mais altos escalões.

A descoberta de que o mentor do assassinato de uma juíza era um tenente-coronel envolvido com grupos de extermínio ou a saída do país de um deputado sob ameaça de milícias são dois estarrecedores episódios que expõem o problema de forma inequívoca.

A limpeza na instituição deve ser implacável. Afinal, as quadrilhas formadas pelos bandidos de farda, esses que compõem as milícias, são, a meu ver, o maior mal a ser combatido na área da segurança pública — um fenômeno brasileiro que ganha contornos próprios no Rio de Janeiro.

A conivência da polícia e dos políticos ajuda a explicar essa aberração. Foram décadas até que se chegasse a tal situação. E não foram poucas as chances de interromper o processo.

Assim como em outras grandes cidades que passaram por flagelo semelhante, como Los Angeles ou Bogotá, a história teve início quando as gangues que atuavam nas favelas cariocas começaram a se organizar dentro das cadeias, na década de 80. Surgiram aí as facções criminosas ainda hoje em atividade.

O mesmo se deu em São Paulo, com o PCC, e em outras cidades do país, em menor escala. Mas só mesmo no Rio, onde a promiscuidade entre a polícia e a bandidagem se manifesta de forma mais pronunciada desde a era dos grandes bicheiros, os criminosos encontraram um ambiente tão favorável.

Isso permitiu que evoluíssem para o absurdo que é o domínio de porções da cidade pelos marginais. Quando contei a um amigo americano que me visitou recentemente sobre os avanços no Rio, ele indagou: “Deixe-me ver se entendi. Vocês tinham áreas inteiras dominadas por traficantes e nunca haviam feito nada a respeito?”. Ele está certo. O mais espantoso é que o Estado tenha demorado tanto a agir”.

Na edição desta semana, que chegou hoje às bancas, é a vez do presidente do Tribunal Superior do Trabalho,  João Orestes Dalazen, soltar um monte de bombas que, também, não farão nenhum efeito. Explodirão todas num chão já arrasado. Confira:

“A criação de sindicato é um dos negócios mais sedutores e mais rentáveis neste país”.
“Há uma grave anomalia na organização sindical brasileira, a começar por essa desenfreada e impressionante proliferação de sindicatos, que está na contramão do mundo civilizado. A redução do número de sindicatos fortalece a representatividade e dá maior poder de barganha. Não se conhece economia capitalista bem sucedida que não tenha construído um sistema de diálogo social através de sindicatos representaivos e fortes. No Brasil, infelizmente, o panorama é sombrio.
Aqui, os sindicatos, em sua maioria, são fantasmas ou pouco representativos. O Brasil vive uma contradição. A Constituição prevê o regime de sindicato único. Só deveria haver uma entidade representativa de cada categoria de cada categoria em determinada área. Na prática, há uma proliferação desenfreada de sindicatos. Isso se explica porque a criação de sindicato é um dos negócios mais sedutores e mais rentáveis que se podem cogitar neste país.

[...]

O Brasil precisa ratificar com urgência a convenção da Organização Internacional do Trabalho sobre a liberdade sindical. Nosso país está entre os poucos de economia capitalista que ainda não o fizeram. Essa convenção consagra a ampla liberdade de criação de sindicatos, de filiação, de contribuição ou não. A extinção da contribuição sindical é fundamental. Mas a reforma sindical no cenário político de hoje infelizmente é remota. Existe sólida rede de interesses arraigados há décadas”.

Por aqui, todos nós conhecemos nossas realidades. Velhas e absurdas realidades! E as recontamos e as relemos nas principais revistas do país sem que ninguém conteste, sem que nada seja feito para mudar.
Intrigante!

12 de dez. de 2011

Na Veja: "A trama dos falsários". Mais uma do PT pra coleção.

Achei pequena a matéria de capa da Veja dessa semana. Apenas 7 páginas, com fotos grandes que ocuparam espaço considerável.
É que quando se trata de denúncia de corrupção petista, a gente sempre espera muito e mais um pouco.

Claro que o tamanho do texto jornalístico não tem nenhuma relação com o valor do conteúdo.

Numa breve autoanálise me dei conta de que, por um instante, eu quis ver reunido todos os casos de corrupção cometida por petistas desde que  o Lula foi eleito com as bandeiras da moral, da ética e da transparência.

Não sei…de repente me deu vontade de colecionar alguma coisa e colecionar casos de corrupção de petistas desde 2002, pelo menos, seria um enorme desafio. Afinal, são tantos…

Álias…colecionar casos de corrupção…

É isso que fazemos há muito tempo. E não há colecionador mais (in)satisfeito do que colecionador de casos de corrupção petista, visto a enorme diversidade, criatividade e quantidade, relativamente, em tão pouco tempo.

Dessa vez, pra quem ainda não leu, o resumo é o seguinte:

“VEJA teve acesso a um conjunto de conversas gravadas pela Polícia Federal que ilustram como esse receituário de mentiras e falsificações foi usado para tentar debelar a mais aguda crise do petismo. Os diálogos foram interceptados por ordem judicial no primeiro semestre de 2006, quando as investigações da CPI dos Correios, que apurava o esquema de pagamento de propina a parlamentares montado pelo então homem forte do governo, José Dirceu, se aproximavam do fim. Esse conjunto de provas, que até agora era desconhecido, evidencia como uma ala do PT mineiro, com o incentivo e o apoio da cúpula nacional do partido, se aliou a um conhecido estelionatário para produzir e divulgar um documento falso que tinha o objetivo de confundir os parlamentares que investigavam o mensalão, macular a imagem de políticos de oposição e, numa intenção ainda mais ousada, também induzir a erro o ministro Joaquim Barbosa, relator no Supremo Tribunal Federal”.

Uma pérola para todos nós colecionadores dessa série ilimitada.

6 de dez. de 2011

Carlos Lupi também caiu. A faxineira não consegue secar a rampa.

Nunca antes na história desse país… Diria o nosso Pedro Álvares Cabral do século XXI, Lula.

O cai cai de ministros no governo VEJA…digo…no governo Dilma é mesmo um a. (antes) e um d. (depois) na História do Brasil. Por enquanto já foram sete, sendo seis por evidências de corrupção.

O curioso é que nuncanteznahistóriadestepaíz um presidente da República se deu tão bem com tanta corrupção quanto tem se dado a Dilma Rousseff.

Além de reconhecimento interno, a dondoca já foi destaque em vários veículos na imprensa internacional como quem é intolerante à – e combate a – corrupção.

Em qualquer outra circunstância, o presidente da República sempre foi responsabilizado pelas mazelas cometidas por seus ministros. Com a Dilma, não. Pelo contrário, ela é tida e havida como a responsável pela limpeza, é a faxineira da República.

Jogo político.  Pra muitos, muito mais excitante, emocionante que qualquer clássico na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Muitos dos que dão à Dilma a oportunidade de ser reconhecida como a faxineira da República, são os que mais torcem por sua derrocada. Se Dilma faz faxina é porque tem faxina pra fazer. Se tem faxina pra fazer é porque ou ela recebeu uma “herança maldita” do Lula ou de si mesma, como ex-chefe da Casa Civil. Se não é herança, é erro nas escolhas. Se é erro nas escolhas, é incompetência. Se não é incompetência, é vítima do sistema.

Se é tudo isso, é certeza de que não tem faxineira que dê conta da tarefa. Outros dois ministros já estão escorregando. Ou Dilma dá um jeito de secar logo essa rampa ou em breve vão lhe vestir outra personagem, muito menos divertida.

7 de nov. de 2011

Cinegrafista da Band. Mais uma vítima da espetacularização da violência.

Os colegas de profissão dizem lamentar. Todas as Associações cumpriram o protocolo, divulgando notas lamentando a morte, se solidarizando com a família. A emissora, também, cumpriu o protocolo e se defendeu destacando que “o funcionário estava de colete à prova de balas – modelo permitido pelas Forças Armadas, sempre usados por profissionais da Band em situações como esta”.

Mas a morte foi ontem. Hoje, Gelson Domingos é só estatística.

Até porque nenhum “especialista”, nenhum colega de profissão, nenhuma Associação ousou questionar o tal “papel da imprensa” na guerra diária entre policiais e bandidos.

Afinal, estão todos convencidos, seguros, anestesiados de que um repórter no meio de um tiroteiro é uma atividade nobre, um serviço de utilidade pública: estão nos mantendo informados.

Uma ova!!!

Tudo não passa de uma estúpida guerra pela audiência, uma boçal espetacularização da violência.Tudo plenamente justificado pela…audiência… de estúpidos.

Mas, claro, é preciso considerar que um repórter que participa da guerra diária entre bandidos e policiais, não é vítima só do estúpido telespectador/ouvinte/leitor e do seu empregador.

Muitos são, além dos outros, vítimas de si mesmos. São “apaixonados” pelo que fazem e consideram a coisa mais importante do mundo o registro de uma imagem, de uma declaração, principalmente, em situações de risco.

Mas talvez o melhor seja, mesmo, ficar com a sensação de que foi apenas um caso isolado e que a morte de “só mais um” não justifique a reflexão.