20 de jun. de 2012

Rio +20. Pelo fim da sustentabilidade.

O único resultado objetivo da Rio92 foi a escolha do termo que difundiria o conceito do novo mundo que se pretendia: SUSTENTABILIDADE (e seus derivados). Vinte anos depois, além da grana arrecadada por ongueiros e do encontro de "uma causa ...que justifique a vida" por parte dos novos ativistas, pouca coisa mudou. E esse "passo de formiga e sem vontade" se deve muito à esse termo.
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Sustentabilidade, em qualquer idioma (sustainability, sostenibilidad, sustenibilità e até com o biquinho de soutenabilité),é um termo ruim, uma imagem embassada, uma idéia sem brilho, um conceito que exige dicionário. As pessoas mais influentes do mundo pós-moderno, os publicitários (os bons e os medianos), e os curiosos em psicolinguística me entenderiam.
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Portanto, o maior desafio dessa Rio +20 deveria ser a escolha de um novo termo para propagar esse tal "novo mundo que queremos". Ninguém quer um mundo sustentável, uma economia sustentável, apesar de querer o que "sustentável" siginifica.
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Depois da elaboração daquele rascunho zero, onde evitaram, inclusive, definir o que é "economia verde", não vejo pauta mais útil para salvar do fiasco total essa protocolar Rio +20.

5 de jun. de 2012

Ronaldinho Gaúcho, Atlétco-MG e outras miudezas.


Alguns jogadores são maiores que os clubes pelos quais atuam. 

Ronaldinho Gaúcho e Atlético-MG será mais um caso dessa...digamos...ordem de grandeza.

Miudezas a parte...estou com mal pressentimento. 

Uma hora o Atlético-MG deixa de ser só piada.

Será que agora vai?

3 de jun. de 2012

A VEJA continua...foda!

Dentre tantos serviços prestados à sociedade brasileira, especialmente nos últimos 2 anos, a fodona insiste em cultivar a antipatia, quando não o ódio, dos pulhas fiéis ao idiota, doentio, desprovido de senso crítico processo (num estágio avançado e irreversível, eu sei) de mitificação do reconhecível Luis Inácio eunãoseidenada Lula da Silva. Mas mais importante e mais nobre: ser a única voz alta da sociedade contra a tentativa de ou evitar ou adiar ou desmoralizar o julgamento, pelo STF, do Mensalão, aquele esquema muito mais sofisticado do que o que provocou o impeachment do Collor.

À Veja, saúde!!! Rá!!!

20 de abr. de 2012

O menino negro, pobre e descalço voltou a dormir na capa do jornal. Eu não.

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Estou há duas semanas sem dormir. Ou menos pior: estou há duas semanas sem dormir satisfatoriamente. Dá pra contar nos dedos das duas mãos a quantidade de horas que eu consegui fazer valer o que eu tanto faço questão em "Amor de Índio" do Beto Guedes: "Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o azul pintado de viver".

Está difícil dormir. Principalmente, quando leio jornais. Não que as notícias me tirem o sono ou me fazem ter pesadelos; é falta de tempo, mesmo. Trabalho durante a madrugada e tento dormir pela manhã, quando é a hora de ler jornais.
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Depois de tantos métodos frustrados pra pegar no sono, hoje eu resolvi me apegar à imagem de uma criança dormindo na capa do jornal. Uma criança suja, descalça e com frio.

Que imagem é essa!!! Exclamação! Há muito tempo não via uma imagem como essa num jornal . Imagem de criança suja, descalça, enrolada na própria camisa, dormindo na rua - ou em frente a um painel onde se lê "Brasil"  só no tempo que eu dormia 8 horas por dia. Ou melhor: 8 horas por noite.

Há muito tempo, os jornais não sabiam e, por isso, não nos fazia saber que crianças dormem nas ruas e em frente a painéis onde se lê "Brasil". Na 6° maior economia do mundo, sede da Copa e dos Jogos Olímpicos, dos PACs e dos empaques, os jornais não mais expõem essa imagem. Nem informam com a devida objetividade idiota. Não interessa a ninguém. Talvez, a assessor de candidato de oposição.

Por isso, a capa do "Hoje em Dia" tirou meu sono hoje pela manhã. Uma criança dormindo em frente a uma agência do Banco Brasil (informa a legenda da foto) enquanto a manchete e a chamada anunciam matéria sobre a redução das taxas de juros (Selic e Banco do Brasil).

"Que provocação é essa!" Hoje é Dia da criança de rua? Dia da criança que dorme em frente a um painel onde se lê Brasil? Dia da fotografia fora de contexto? Ou seria uma homenagem póstuma ao fotógrafo Naldo Cavalcante?

Não resisti. Liguei no jornal, depto. de Fotografia. O responsável ficou incomodado quando eu perguntei "que provocação é essa"? Surpreso, ele buscou, buscou uma explicação...até arriscou uma palavra bonita: "plasticidade" mas pareceia que ia se perder quando eu justiquei minha pergunta: "Calma, cara! Falei em provocação com a melhor das intenções possíveis". E emendei, pra ajudar: "Só leio o que me provoca". 

A resposta, então, ficou cômoda: "É isso. A intenção é essa provocar." 

Entendi e fiquei aqui me perguntando, sem nenhuma profundidade, nenhum compromisso, só pra tentar pegar no sono: "Será que imagens de crianças negras, descalças, como se estivessem sentindo muito frio, dormindo na rua ou em frente a painéis onde se lê "Brasil" ainda vende jornal no Brasil?" Poxa! No tempo em que eu dormia 8 horas por noite, vendia. Quem sabe, as coisas voltam a ser como antes. As vendas de jornal e meu sono.

28 de fev. de 2012

Manhãs de Fevereiro.

As manhãs de Fevereiro, em Belo Horizonte, têm sido de uma beleza constrangedora. Ninguém, por pura e doída vergonha, ousa dizer que está com preguiça, com depressão ou mau humor. Pra desespero dos infelizes, esse ano é bissexto.

3 de fev. de 2012

"A nível de" Vanderlei Luxemburgo.

O metido a disciplinador Vanderlei Luxemburgo perdeu a queda de braço com os baladeiros do Flamengo. Acabou não contando com o apoio da presidenta Patrícia Amorim que, realmente, não tinha moral nenhuma pra cobrar postura mais responsável de jogadores que não recebem salários e/ou direitos de imagem.

O interrompimento de mais um proxeto na carreira do Luxa, mais uma vez, deixou eufórica a thurminha da imprensa esportiva que se dói com o Juca Kfouri, que não vai à estádio de futebol mas costuma se encontrar com o treinador em tribunais.
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Se até ontem Luxa colecionava desafetos entre jornalistas, cartolas, jogadores de futebol e de baralho, a partir de hoje ele será muito malquisto entre os guardiões da língua portuguesa.

Hoje, durante entrevista coletiva para dar suas versões sobre os ocorridos no Flamengo, Luxemburgo usou e abusou  do termo "a nível de". E se tem um termo que deixa os guardiões da língua portuguesa arrepiados é o tal "a nível de".

Desde 2004 sem conquistar um grande título, Luxa está cada vez mais desmoralizado. Desses últimos 7 anos, só não podem acusá-lo de duas coisas: de ser responsável pelo péssimo Campeonato Brasileiro do Atlético-MG em 2010, já que lá não tem treinador, nem jogador que dê jeito e de ser pior administrador de padarias que o pior cartola da história do futebol brasileiro, o teórico, Luiz Gonzaga Belluzzo.

1 de fev. de 2012

Pelo Dia do Publicitário.

Gostaria de mandar para a casa do carvalho, ou lugar pior, todo publicitário que utiliza imagens de crianças em propagandas de bancos.

Ok! Eu compreendo que é função do publicitário dimunir a resistência do consumidor ante qualquer marca ou produto.

Mas imagens de criança, também, mas não só, em propagandas de bancos é assinatura de apelação. Pura filhadaputagem!

31 de jan. de 2012

Cruzeiro, Montillo, Corinthians, a carta e o amor ou o contrato.

Continuar num clube recebendo bem menos do que a proposta recebida de outro clube, não deve ser fácil de assimilar. 

Como se não bastasse menos dinheiro, o sujeito ainda é obrigado a conviver com demagogias e sentimentalismos imbecis.


Pior ainda é quando o time é muito mais ruim que o outro que você poderia jogar.

Muito pior é quando você joga num clube que atrasa salários.

Mas ainda pode ser pior: é quando você recebe menos, tem que conviver com demagogias e sentimentalismos imbecis, joga num time muito pior, tem os salários atrasados e os jogadores escrevem carta reclamando do presidente e entregam via imprensa.

Alguém sabe me dizer por que esse argentino ainda não foi para o Corinthians?

30 de jan. de 2012

Toca a bola de Segunda, pô!

Os jogos começam no final de semana e continuam durante as segundas-feiras no ônibus, no táxi, no escritório, na refeitório, na sala de aula, nos programas esportivos e aqui no Bleu and Blue é Azul.

Lambendo as feridas. Ainda machucada com a goleada de 6 x 1 sofrida para o Cruzeiro no último jogo de 2011, a torcida do Atlético-MG vaiou o time antes de começar o primeiro jogo de 2012. E durante o jogo, também.

Montillo no Corinthians? Não é só conversa fiada pra vender jornal. Depois dos dois jogos amistosos do Cruzeiro, contra América e Mamoré, Montillo já não se apega só ao fator financeiro pra decidir seu futuro. Ele está, realmente, apavorado com a ruindade do time que vai ter que carregar nas costas, caso continue no Cruzeiro.

Corinthians ajudado pela arbitragem. O último campeão brasileiro derrotou o pobre Linense por 1 x 0 graças a um gol absurdamente anulado pelo soprador de latinha, Marcelo Rogério. Mas ontem foi por uma boa causa. No intervalo do jogo, uma apaixonada pediu o namorado em casamento pelo alto-falante do Pacaembu. A paixão dos dois, o Timão, não podia deixar de vencer ontem. Tomara que pedidos de casamento em jogos do Corinthians não vire moda!

Kaká com a fé inabalável. Na vitória de 3 x 1 do Real Madri sobre o Zaragoza neste domingo, Kaká foi titular pela segunda vez consecutiva, marcou o primeiro gol e deu o passe para o terceiro. O brasileiro que nunca disfarçou que se dar bem, fazer história no Real Madri é seu grande sonho na carreira, desde os tempos de juvenil, saiu de campo mais autoconfiante do que nunca nesses 2 anos e meio que está no clube. Será que chegou a hora de contar a benção?

29 de jan. de 2012

Djokovic x Nadal. Um jogo de tênis nunca é eterno.


Djokovic e Nadal passaram 5 horas e 53 minutos deste domingo justificando a existência do esporte e explicando mais um pouquinho porque ele, o esporte, é uma das maiores e melhores invenções da humanidade.

O jogo do esporte que não cabe na grade da TV comercial, foi trending topic nas redes sociais, atualmente a melhor referência de que o evento foi um sucesso de audiência.

Pra sorte dos dois, o jogo entra para a história como a final mais longa de um Grand Slam; um detalhe que pode servir para que todo o esforço de hoje seja lembrado por alguém amanhã.

Agora já são 17:50, quase 5 horas depois do jogo, e já existe um vácuo de grande evento esportivo.

Um jogo de tênis nunca é eterno. Nem o mais longo da história.

Não tem ninguém pedindo pra rever aquele último ponto, nenhum programa esportivo está passando aquela edição com os "melhores momentos". Menos na Sérvia, claro, onde, também,  cultivam ídolos.

Quando é o próximo Grand Slam? Quando é o próximo Djokovic x Nadal?

27 de jan. de 2012

2012, mais um ano de fins de mundos.

25 de janeiro, quarta-feira, aproximadamente 20:30 horas, Rio de Janeiro, Avenida Treze de Maio, coração da cidade...outros mundos chegaram ao fim.

"Eu estava com ela no MSN, aí caiu. Liguei, ninguém atendia, não consegui mais falar. Ela não tinha saído, ela não se despediu, não falou nada. Estou desesperado". (Vítor, esposo de uma das mortas)
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"O celular está desligado, ele só sai as 21h. Na hora que o prédio desabou ele estava lá dentro". (Evérton, filho de uma das mortas)

"Acharam um corpo com um aparelho celular do meu pai no bolso". (Cornélio, filho de um dos mortos)

"A última vez que falei com ela foi as 20h e depois ela não atendeu mais o celular". (Flaviano, esposo de uma das mortas)

"Filho maravilhoso, criei sempre com o maior amor. Sei lá, não sei viver sem ele. Ele casou agora, há um mês, mas mesmo assim ligava pra mim todo dia". (Sueli, mãe de um dos mortos)

25 de jan. de 2012

Barcelona 2 x 2 Real Madrid. Uma sessãosinha no divã?

Em quase 4 anos, agora são 14 jogos com 9 vitórias do Barcelona, 3 empates e 1 vitória do Real Madrid (vitória conquistada apenas na prorrogação).
O orgulho madrileno está arrasado há muito tempo. Mais do que os resultados, o Barcelona impõe nos últimos anos uma verdadeira série de humilhações ao Real Madrid.

Mas o jogo de hoje teve 2 tempos. Coisa que nem sempre acontece.

Dá pra dizer, sem medo de ser feliz, que o Real Madrid fnão foi pior em nenhum dos dois. No primeiro tempo, teve chance de abrir, pelo menos, dois 2 x 0. Teve o que alguns gostam de chamar de volume de jogo (muito mais do que em qualquer outro jogo nos últimos anos), evitou aquele irritante toque de bola do Barcelona em sua intermediária e correu pouquissimos riscos de sofrer gols.

Era primeiro tempo pra levar muita gente pra sessão de análise. Afinal, por que cargas d'água, o Real Madrid conseguiu jogar daquele jeito contra o Barcelona? Seria uma enxurrada de teorias já nos poucos minutos de intervalo.

Seria, porque em 4 minutos Pedro e Daniel Alves fizeram 2 x 0 para o Barcelona e fez o mundo inteiro se aquietar com a sensação de estar tudo no seu devido lugar.

O segundo tempo, todos sabiam que seria de massacre, mesmo que não virasse goleada. O melhor time de todos os tempos tocaria, tocaria, tocaria...e o Real Madrid teria mais uma noite de vexame.
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Mas diria aquele zé clichê: "o futebol é bom por causa dessas coisas". O Real Madrid fez o improvável: empatou o jogo, com Cristiano Ronaldo, aos 22, e Benzema, aos 26, e fez os culés sofrerem o medo de serem eliminados em pleno Camp Nou.
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Nos últimos minutos, o Barcelona esteve muito mais próximo do gol da vitória do que o esforçado Real Madrid. Messi foi menos preciso do que de costume.

O grande time de Jose Mourinho, Cristiano Ronaldo, Kaká e companhia saiu de campo com a sensação de "enfim, conseguimos jogar, enfim, conseguimos fazer um jogo decente contra eles".

Poderiam até ter vencido, o que é muito, mas muito, mesmo, pra qualquer time do mundo. O madrileno Marca fez questão de...digamos... valorizar a classificação do Barça, exaltando a atuação do Real:


Depois de um jogo desse, o que não vai faltar é especialista levando o futebol ao divã. "Afinal, dá ou não dá pra encarar o Barcelona?" O melhor time de todos os tempos tem bagunçado com a cabeça de muita gente há muito tempo. E empatar com o Real Madrid, atualmente, o segundo melhor time do mundo, é, sim, motivo pra mandar todo mundo rever conceitos. Só não vale dizer que o Santos deveria ter tido mais coragem naquela final do Mundial Interclubes. Aì, é sacanagem.