7 de mar. de 2013

A Conmebol, o Corinthians e a sede dos camelos justiceiros.

"CONMEBOL LIBERA TORCIDA DO CORINTHIANS PARA JOGOS EM CASA".
 
Justo! A Conmebol não tem obrigação de matar a sede (de justiça) do camelo brasileiro.

Correta a decisão da Conmebol, mesmo que pra retificar uma decisão sua precipitada, tomada com pouca ou nenhuma reflexão, pra atender os anseios dos sedentos camelos justiceiros. Afinal, por que punir o Corinthians que não era o mandante da partida, que, por isso, não tinha a responsabilidade da segurança do evento e não tem nenhuma responsabilidade legal com as atitudes de seus torcedores? Por que, punir o Corinthians e não o San Jose, o clube mandante e, portanto, responsável pela segurança no estádio? E por que punir quem não vendeu, não comprou, não transportou, não atirou e nem mesmo sabia do artefato que matou o adolescente boliviano?

"Aaaah...mas alguém tem que ser punido." "Aaaah...mas é preciso ter uma punição pra servir de exemplo." É muito camelo com sede pro meu gosto. Brasileiro convive com essa sensação de impunidade, de injustiça e quer usar qualquer oportunidade pra matar sua sede, sem qualquer reflexão que vai além do senso comum, do imediatismo e do senso de justiceiro. O San Jose, a polícia bolivina e a própria Conmebol têm muito mais responsabilidades pela morte do garoto do que o Corinthians e a esmagadora maioria de seus torcedores.

Outro sintoma da sede, é a demonstração de incapacidade pra assimilar uma tragédia como essa, como eu percebi de 2 ou 3 sociologos que eu li no Blog do Juca e no Estadão defendendo, inclusive, a paralização da Libertadores para que a sociedade aproveite a oportunidade para refletir sobre a "situação". Aaah...para! Cada um que conviva com sua incapacidade, com sua precariedade psiquica para assimilar esses fatos. Mas sugerir que o mundo pare pra que a gente re-aprenda a valorizar a vida humana, como os que eu li sugeriram, é vertigem.

Quando a gente diz "a vida segue", não deve ser dito nem interpretado como que por falta de coisa melhor pra se dizer. A vida segue e os camelos precisam aprender a passar por esse tipo de deserto e esperar hora e jeito certos de matar a sede.

6 de mar. de 2013

Política é coisa de gay?

Claro que sim. É coisa de gay, de negro, de mulher, de branco, de índio, de rico, de pobre, de professor, de policial, de empresário, de empregado, de cristão, de macumbeiro, de ateu, de criança, de adolescente, de idoso...e até de animal.

Mas nos últimos anos ninguém tem sido mais ativo que os gays. O último exemplo é a gritaria contra a indicação do pastor evangélico, deputado feredal Marco Feliciano para a presidência da CNDHC (Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania) da Câmara, especialmente por suas declarações contrárias ao homossexualismo.

As nomeações dos corruptos condenados José Genoino e João Paulo Cunha e de Paulo Maluf para a Comissão de Constituição e Justiça e do acusado e investigado Gabriel Chalita para a presidência da Comissão de Educação de Educação da Câmara não provocaram reações.

Pode-se concordar ou não com o homossexualismo, reclamar do radicalismo do ativismo gay e até classificar como "ditadura gay" - como também fez o próprio Marco Feliciano, hoje, em sua coluna na Folha - o exercício político de seus militantes. Mas é preciso fazer política. E política não é coisa só de gay.

5 de mar. de 2013

Hugo Chavéz morreu no mesmo dia de Stalin.

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Por falta de data melhor, Hugo Chavéz morreu no mesmo dia de Stálin. Che Guevara morreu em Outubro, Simon Bolívar só em Dezembro e Fidel ainda não escolheu a data. (Melhor sorte teve Tancredo Neves que <<morreram ele>> no mesmo dia de Tiradentes).

60 anos da morte do injustiçado Stálin.

Ele fez tudo pra ser reconhecido como o homem mais odiável, detestável, o maior genocida da história. Mas os contadores da história não foram tão generosos com ele como foram com seu coirmão Adolf Hitler. O azar de Stálin foi - e continua sendo - ter entre os contadores de história muitos simpatizantes do comunismo, o que levou e leva esses historiadores a ignorar sua coleção de cadáveres. Outro fator que não contribuiu para o sucesso de Stálin foi ter matado gente menos influente que os judeus. Qualquer analfabeto funcional sai da escola sabendo quem foi Hitler mas ignorando quem foi Stálin. Uma das maiores injustiças da história. Esse defunto merece um "Dia da Consciência Biográfica" dedicado a ele. 

Que o diabo o tenha!

24 de out. de 2012

Salve Jorge! E os evangélicos da ignorância, quem salvará?

"...QUEM NÃO TEM SENSO CRÍTICO PRA ASSISTIR UMA NOVELA SEM SE DEIXAR INFLUENCIAR PELO "MAU" NÃO DEVERIA NEM PODER IR AO BANHEIRO SOZINHO/A."

Sobre o NÃO a “SALVE JORGE!” aconselhado aos evangélicos pelos arqui-rivais S.MALAFAIA e E.MACEDO

Antes e acima do genuíno, nobre e perigoso exercício de suas missões (pastorear, orientar suas ovelhas) Malafaia e Macedo me parece estarem empenhados, mesmo, é em aproveitar a onda favorável para darem prosseguimento em seus projetos(não necessariamente pessoais) através do ativismo político-social. (Quando digo “onda favorável” me refiro, especialmente, à demonstração de capacidade de influência de Macedo e sua IURD no processo eleitoral em São Paulo, quando transformou o insignificante Russomano num grande fantasma e à já mais estabelecida capacidade de influência de Malafaia, também, no cenário político, desde a última eleição presidencial, reanimada agora nos embates sobre o "kit gay" com Fernando Haddad.)

Visibilidade! Uma campanha contra a nova novela “das 8” logo depois do grande sucesso “Avenida Brasil”. Se a dupla Malafaia e Macedo tivessem, realmente, interesse em “abrir os olhos” de suas ovelhas contra o que há de inconveniente ou ilícito (ver I Coríntios 6:12) nas novelas da Globo porque não fizeram e/ou não fazem em relação às outras? Ou não havia/há nas outras “riscos” para o desprovido de senso crítico evangélico que pretende e “deve” fugir da “aparência do mau”? Certo é que as maldades da Carminha e as 3 mulheres do Cadinho não provocaram nenhuma reação da dupla M&M.

Mas “SALVE JORGE!” não deve, não pode! Basicamente porque “esta – Salve Jorge! - é a forma de saudação a este orixá que também é conhecido como ogum no candomblé e na umbanda. Ou seja, toda vez que alguém pronunciar o nome dessa novela, estará saudando esse demônio”.

Bobagem! Nem todos que pronunciam os nomes “Jesus” e “Deus” os saúdam. Muitos, inclusive evangélicos, pronunciam Seus nomes em vão, como mero vício de linguagem.
Isso não significa que eu acho que todos os evangélicos podem assistir à novela. NÃO! EU ACHO QUE QUEM NÃO TEM SENSO CRÍTICO PRA ASSISTIR A UMA NOVELA SEM SE DEIXAR INFLUENCIAR PELO "MAU" NÃO DEVERIA NEM PODER IR AO BANHEIRO SOZINHO/A.

Sem querer, por enquanto, me estender mais, eu, evangelicamente, cristianamente e despretensiosamente ouso um conselho: NÃO ASSISTAM, MESMO, À NOVELA! Mas por 1001 outros motivos.

20 de jun. de 2012

Rio +20. Pelo fim da sustentabilidade.

O único resultado objetivo da Rio92 foi a escolha do termo que difundiria o conceito do novo mundo que se pretendia: SUSTENTABILIDADE (e seus derivados). Vinte anos depois, além da grana arrecadada por ongueiros e do encontro de "uma causa ...que justifique a vida" por parte dos novos ativistas, pouca coisa mudou. E esse "passo de formiga e sem vontade" se deve muito à esse termo.
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Sustentabilidade, em qualquer idioma (sustainability, sostenibilidad, sustenibilità e até com o biquinho de soutenabilité),é um termo ruim, uma imagem embassada, uma idéia sem brilho, um conceito que exige dicionário. As pessoas mais influentes do mundo pós-moderno, os publicitários (os bons e os medianos), e os curiosos em psicolinguística me entenderiam.
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Portanto, o maior desafio dessa Rio +20 deveria ser a escolha de um novo termo para propagar esse tal "novo mundo que queremos". Ninguém quer um mundo sustentável, uma economia sustentável, apesar de querer o que "sustentável" siginifica.
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Depois da elaboração daquele rascunho zero, onde evitaram, inclusive, definir o que é "economia verde", não vejo pauta mais útil para salvar do fiasco total essa protocolar Rio +20.

5 de jun. de 2012

Ronaldinho Gaúcho, Atlétco-MG e outras miudezas.


Alguns jogadores são maiores que os clubes pelos quais atuam. 

Ronaldinho Gaúcho e Atlético-MG será mais um caso dessa...digamos...ordem de grandeza.

Miudezas a parte...estou com mal pressentimento. 

Uma hora o Atlético-MG deixa de ser só piada.

Será que agora vai?

3 de jun. de 2012

A VEJA continua...foda!

Dentre tantos serviços prestados à sociedade brasileira, especialmente nos últimos 2 anos, a fodona insiste em cultivar a antipatia, quando não o ódio, dos pulhas fiéis ao idiota, doentio, desprovido de senso crítico processo (num estágio avançado e irreversível, eu sei) de mitificação do reconhecível Luis Inácio eunãoseidenada Lula da Silva. Mas mais importante e mais nobre: ser a única voz alta da sociedade contra a tentativa de ou evitar ou adiar ou desmoralizar o julgamento, pelo STF, do Mensalão, aquele esquema muito mais sofisticado do que o que provocou o impeachment do Collor.

À Veja, saúde!!! Rá!!!

20 de abr. de 2012

O menino negro, pobre e descalço voltou a dormir na capa do jornal. Eu não.

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Estou há duas semanas sem dormir. Ou menos pior: estou há duas semanas sem dormir satisfatoriamente. Dá pra contar nos dedos das duas mãos a quantidade de horas que eu consegui fazer valer o que eu tanto faço questão em "Amor de Índio" do Beto Guedes: "Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o azul pintado de viver".

Está difícil dormir. Principalmente, quando leio jornais. Não que as notícias me tirem o sono ou me fazem ter pesadelos; é falta de tempo, mesmo. Trabalho durante a madrugada e tento dormir pela manhã, quando é a hora de ler jornais.
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Depois de tantos métodos frustrados pra pegar no sono, hoje eu resolvi me apegar à imagem de uma criança dormindo na capa do jornal. Uma criança suja, descalça e com frio.

Que imagem é essa!!! Exclamação! Há muito tempo não via uma imagem como essa num jornal . Imagem de criança suja, descalça, enrolada na própria camisa, dormindo na rua - ou em frente a um painel onde se lê "Brasil"  só no tempo que eu dormia 8 horas por dia. Ou melhor: 8 horas por noite.

Há muito tempo, os jornais não sabiam e, por isso, não nos fazia saber que crianças dormem nas ruas e em frente a painéis onde se lê "Brasil". Na 6° maior economia do mundo, sede da Copa e dos Jogos Olímpicos, dos PACs e dos empaques, os jornais não mais expõem essa imagem. Nem informam com a devida objetividade idiota. Não interessa a ninguém. Talvez, a assessor de candidato de oposição.

Por isso, a capa do "Hoje em Dia" tirou meu sono hoje pela manhã. Uma criança dormindo em frente a uma agência do Banco Brasil (informa a legenda da foto) enquanto a manchete e a chamada anunciam matéria sobre a redução das taxas de juros (Selic e Banco do Brasil).

"Que provocação é essa!" Hoje é Dia da criança de rua? Dia da criança que dorme em frente a um painel onde se lê Brasil? Dia da fotografia fora de contexto? Ou seria uma homenagem póstuma ao fotógrafo Naldo Cavalcante?

Não resisti. Liguei no jornal, depto. de Fotografia. O responsável ficou incomodado quando eu perguntei "que provocação é essa"? Surpreso, ele buscou, buscou uma explicação...até arriscou uma palavra bonita: "plasticidade" mas pareceia que ia se perder quando eu justiquei minha pergunta: "Calma, cara! Falei em provocação com a melhor das intenções possíveis". E emendei, pra ajudar: "Só leio o que me provoca". 

A resposta, então, ficou cômoda: "É isso. A intenção é essa provocar." 

Entendi e fiquei aqui me perguntando, sem nenhuma profundidade, nenhum compromisso, só pra tentar pegar no sono: "Será que imagens de crianças negras, descalças, como se estivessem sentindo muito frio, dormindo na rua ou em frente a painéis onde se lê "Brasil" ainda vende jornal no Brasil?" Poxa! No tempo em que eu dormia 8 horas por noite, vendia. Quem sabe, as coisas voltam a ser como antes. As vendas de jornal e meu sono.

28 de fev. de 2012

Manhãs de Fevereiro.

As manhãs de Fevereiro, em Belo Horizonte, têm sido de uma beleza constrangedora. Ninguém, por pura e doída vergonha, ousa dizer que está com preguiça, com depressão ou mau humor. Pra desespero dos infelizes, esse ano é bissexto.

3 de fev. de 2012

"A nível de" Vanderlei Luxemburgo.

O metido a disciplinador Vanderlei Luxemburgo perdeu a queda de braço com os baladeiros do Flamengo. Acabou não contando com o apoio da presidenta Patrícia Amorim que, realmente, não tinha moral nenhuma pra cobrar postura mais responsável de jogadores que não recebem salários e/ou direitos de imagem.

O interrompimento de mais um proxeto na carreira do Luxa, mais uma vez, deixou eufórica a thurminha da imprensa esportiva que se dói com o Juca Kfouri, que não vai à estádio de futebol mas costuma se encontrar com o treinador em tribunais.
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Se até ontem Luxa colecionava desafetos entre jornalistas, cartolas, jogadores de futebol e de baralho, a partir de hoje ele será muito malquisto entre os guardiões da língua portuguesa.

Hoje, durante entrevista coletiva para dar suas versões sobre os ocorridos no Flamengo, Luxemburgo usou e abusou  do termo "a nível de". E se tem um termo que deixa os guardiões da língua portuguesa arrepiados é o tal "a nível de".

Desde 2004 sem conquistar um grande título, Luxa está cada vez mais desmoralizado. Desses últimos 7 anos, só não podem acusá-lo de duas coisas: de ser responsável pelo péssimo Campeonato Brasileiro do Atlético-MG em 2010, já que lá não tem treinador, nem jogador que dê jeito e de ser pior administrador de padarias que o pior cartola da história do futebol brasileiro, o teórico, Luiz Gonzaga Belluzzo.

1 de fev. de 2012

Pelo Dia do Publicitário.

Gostaria de mandar para a casa do carvalho, ou lugar pior, todo publicitário que utiliza imagens de crianças em propagandas de bancos.

Ok! Eu compreendo que é função do publicitário dimunir a resistência do consumidor ante qualquer marca ou produto.

Mas imagens de criança, também, mas não só, em propagandas de bancos é assinatura de apelação. Pura filhadaputagem!