13 de dez. de 2011

Copa do Brasil. O Tetracampeão voltou!

A CBF divulgou, na manhã desta terça-feira, o diagrama e a relação dos 64 clubes que vão participar da Copa do Brasil do ano que vem. A tabela completa, com as datas dos jogos, será divulgada até esta sexta-feira, segundo o site oficial da entidade. Os confrontos válidos pela primeira fase já estão definidos.

O Cruzeiro, maior vencedor da competição junto com o Grêmio, 4 títulos cada, está de volta à competição 5 anos depois e terá como primeiro adversário o Rio Branco do Acre. Para os mais superticiosos, vale lembrar que a única vez que o Cruzeiro estreou na Copa do Brasil contra um clube acreano, foi em 1996 quando eliminou o Juventus com um 1 x 1 no Acre e um 4 x 0 em Minas e seguiu rumo ao título, conquistado contra o Palmeiras da Parmalat.

Em sua última participação, em 2007, o Tetracampeão, com um time muito mal treinado pelo filosofador Paulo Autuori, foi eliminado ainda nas oitavas pelo Brasiliense que venceu por 1 x 0 no Mineirão e garantiu a classificação com um empate de 1 x 1 na Boca do Jacaré. Essa foi a última escalação do Cruzeiro numa Copa do Brasil: Fábio; Gabriel, Luisão, Gladstone e Fábio Santos; Léo Silva (Leandro Domingues), Ricardinho, Geovani (Rômulo) e Maicosuel (Felype Gabriel); Guilherme e Araújo.
Rumo ao penta? Rumo ao penta!

12 de dez. de 2011

Na Veja: "A trama dos falsários". Mais uma do PT pra coleção.

Achei pequena a matéria de capa da Veja dessa semana. Apenas 7 páginas, com fotos grandes que ocuparam espaço considerável.
É que quando se trata de denúncia de corrupção petista, a gente sempre espera muito e mais um pouco.

Claro que o tamanho do texto jornalístico não tem nenhuma relação com o valor do conteúdo.

Numa breve autoanálise me dei conta de que, por um instante, eu quis ver reunido todos os casos de corrupção cometida por petistas desde que  o Lula foi eleito com as bandeiras da moral, da ética e da transparência.

Não sei…de repente me deu vontade de colecionar alguma coisa e colecionar casos de corrupção de petistas desde 2002, pelo menos, seria um enorme desafio. Afinal, são tantos…

Álias…colecionar casos de corrupção…

É isso que fazemos há muito tempo. E não há colecionador mais (in)satisfeito do que colecionador de casos de corrupção petista, visto a enorme diversidade, criatividade e quantidade, relativamente, em tão pouco tempo.

Dessa vez, pra quem ainda não leu, o resumo é o seguinte:

“VEJA teve acesso a um conjunto de conversas gravadas pela Polícia Federal que ilustram como esse receituário de mentiras e falsificações foi usado para tentar debelar a mais aguda crise do petismo. Os diálogos foram interceptados por ordem judicial no primeiro semestre de 2006, quando as investigações da CPI dos Correios, que apurava o esquema de pagamento de propina a parlamentares montado pelo então homem forte do governo, José Dirceu, se aproximavam do fim. Esse conjunto de provas, que até agora era desconhecido, evidencia como uma ala do PT mineiro, com o incentivo e o apoio da cúpula nacional do partido, se aliou a um conhecido estelionatário para produzir e divulgar um documento falso que tinha o objetivo de confundir os parlamentares que investigavam o mensalão, macular a imagem de políticos de oposição e, numa intenção ainda mais ousada, também induzir a erro o ministro Joaquim Barbosa, relator no Supremo Tribunal Federal”.

Uma pérola para todos nós colecionadores dessa série ilimitada.

9 de dez. de 2011

Fumar é uma delícia!

Depois de anos de campanhas massacrantes anti-tabagismo, qualquer um sabe quais são os males provocados pelo cigarro.


O que quase ninguém admite mais são os prazeres, os bens, as delícias provocadas pela fumaça demonizada.

O dinheiro gasto – ou investido? – nessas campanhas provocaram efeitos irresistíveis na personalidade contestadora, provocadora do, então, livre e feliz fumante.

Com um monte de mentiras e verdades exageradas atingiram o ponto mais frágil do tragador da fumaça legal: constrangimento perante outros, desde os mais próximos e queridos aos mais distantes e indiferentes.

Superestimaram a figura do fumante passivo que, de repente, numa estratégia de marketing, virou a maior vítima do cigarro e, assim, o maior inimigo do fumante. E como prevê as profecias apocalípticas, colocaram pais contra filhos, filhos contra pais, irmãos contra irmãos, colegas de trabalho contra colegas de trabalho…
 
Enquanto tenta se livrar do sentimento de culpa por estar matando o filho, a mãe, o pai, a esposa, o amigo, o monstruoso fumante passou a conviver com apelos dramáticos, emocionates para que ele abrisse mão do seu prazer, para o seu próprio bem e para o bem dos que o amam. Forte, hein!

Mas como parar, por quê parar se fumar é tão gostoso, tão prazeroso, tão delicioso?!

Isso os publicitários anti-cigarro não dizem. Bombardeiam o cérebro do fumante com palavras, sons e imagens horríveis.

Conscientemente, o fumante até assimila esse bombardeio como justo, honesto, bem intencionado.

Mas e a subconsciência, e aquilo que o cérebro, o corpo sentem, sabem e o fumante não diz, não admite? Que fumar é uma delícia.

As campanhas são tão intensas, tão massacrantes, tão desonestas que obrigam o fumante a dizer o que não sentem, o que não acreditam. Uma espécie de assédio moral, de lavagem cerebral que só contribuem para o aumento da fissura, do sentimento de culpa, da sensação de excluído e  fracassado.

Todo fumante antes de qualquer tentativa de parar de fumar,  deve admitir pra si mesmo os prazeres do cigarro, o quanto ele gosta de tragar aquela fumacinha. Assim, por ser mais honesto, fica mais fácil reaprender a viver sem o cigarro.

Negar essa verdade obrigará ao fumante passar o resto da vida sustentando um fardo muito pesado só para tentar enganar alguma parte do cérebro e de todo organismo que é capaz de passar anos e anos esperando pela volta daquela fumacinha deliciosa. Por isso não são raos os casos de recaídas.

Eu, a 2 meses de completar 30 anos de idade, fumo 2 maços por dia há 16 anos. Álias, fumava. Depois conto como estou sem fumar, sem sentir esse delicioso prazer.

7 de dez. de 2011

Sem sorrir Alexandre Kalil é o melhor palhaço do circo.


É, realmente, fascinante o bom humor, a “presença de espírito” e a coragem do presidente atleticano Alexandre Kalil. Só mesmo alguém com essas qualidades poderia voltar todas as câmeras, todos os microfones e todos os ouvidos pra ele depois da constrangedora cacetada que o Cruzeiro deu no Atlético no último domingo. 

Tudo bem, não é a primeira vez que ele vira o personagem do dia, da semana, da quinzena pelo monte de gracinhas que diz. Mas depois de domingo, ele precisava se superar. E se superou.
 
Dessa vez, não adiantava só polemizar como uma “celebridade” em busca de holofotes. Dessa vez, as coisas eram muito mais sérias que foram, por exemplo, quando o Atlético tomou de 6 para o Corinthians e ele disse que “o time borrou” ou quando o Atlético tomou de 5 x 0 para o Cruzeiro e ele disse que não tinha ido ao Mineirão porque seu filho tinha saído com seu carro.

Dessa vez, ele precisava falar pra um povo que acabou de sofrer com um tsuname , um terremoto e um vulcão ao mesmo tempo. Mais uma vez, o mundo do atleticano desabou mas desta vez acabou mesmo, “de com força”.

Mas eis que o grande palhaço, o grande artista Alexandre Kalil entrou em cena e… conseguiu fazer os olhos de muitos atleticanos brilharem de novo. Assim…como num passe de mágica.

Como se, mesmo antes do jogo, ele já era considerado o principal responsável pela tal entrega do jogo ao Cruzeiro? Não era ele que tinha almoçado com o Zezé Perrela e com o Ricardo Guimarães para vender o jogo? Depois do 6 x 1, então… tudo indicava que teria o mesmo destino do Muammar Kadhafi.

Mas… que fascinante! Que mágica! Que sedução! Que inteligência! Que sagacidade! Que encanto!

Em pouquissimo tempo, após 1/2 dúzia de palavras, Kalil já havia conseguido deixar de ser réu para se transformar na grande vítima. Ele passou mel na ponta da língua e voou em cada boca atleticana para compartilhar seu doce.

Relembre com que palavras – astutas, mágicas, sedutoras, encantadas – ele conseguiu fazer muitos atleticanos desistirem da idéia de suicídio ou, para os mais moderados, da promessa de nunca mais torcer para “essa merda”, “essa porcaria”, “essa desgraça”:

“A torcida do Atlético não merece a vergonha que passou hoje. Eu cansei de prometer, de fazer. Eu tinha prometido um bicho de um milhão de reais, que está sendo cancelado. Eu dei o bicho e acabo de tomar”.

“O bicho foi dado só que não foi dada a data. Então, ele pode ser entregue uma hora que a torcida faça um clamor pra pagar o bicho que eles mereçam ou pode ser em 2052″.

“E se alguém achar… se algum jogador do Atlético achar que merece um prêmio, vá na imprensa, põe a cara e fala assim: ‘eu mereço o prêmio’ e vem cá no caixa e busca. Entendeu?”

“Dá a impressão, e até eu acho, que houve um acerto para entregar o jogo para o Cruzeiro, tamanha desmobilização e descompromisso. Eu me reuni com os jogadores e disse a eles que era o jogo mais importante da história do clube. Eu sou o mais envergonhado, não vou sair para a rua, pois tenho vergonha na cara”,

“Uma tragédia que, definitivamente, eu não aceito. Pisar na nossa alma não vão mais. Na minha gestão, não. Isso não é perder um jogo, isso é pisar na alma do atleticano”.

“O que fizeram ontem em campo não foi perder o jogo, foi pisar no nosso coração. É isso que eu não aceito. ‘Ah perdeu pro Cruzeiro, ganhou do Cruzeiro…’ isso é a coisa mais normal do mundo. Mas pisar no nosso coração, na nossa alma, isso eu não aceito e não vai acontecer mais. Então, pisou de lá, toma pisada de cá”.

Todos – atleticanos, imprensa, patrocinadores e, inclusive, cruzeirenses – precisam de um maestro como ele. Afinal, ninguém quer ver o circo arriar a lona.

6 de dez. de 2011

Carlos Lupi também caiu. A faxineira não consegue secar a rampa.

Nunca antes na história desse país… Diria o nosso Pedro Álvares Cabral do século XXI, Lula.

O cai cai de ministros no governo VEJA…digo…no governo Dilma é mesmo um a. (antes) e um d. (depois) na História do Brasil. Por enquanto já foram sete, sendo seis por evidências de corrupção.

O curioso é que nuncanteznahistóriadestepaíz um presidente da República se deu tão bem com tanta corrupção quanto tem se dado a Dilma Rousseff.

Além de reconhecimento interno, a dondoca já foi destaque em vários veículos na imprensa internacional como quem é intolerante à – e combate a – corrupção.

Em qualquer outra circunstância, o presidente da República sempre foi responsabilizado pelas mazelas cometidas por seus ministros. Com a Dilma, não. Pelo contrário, ela é tida e havida como a responsável pela limpeza, é a faxineira da República.

Jogo político.  Pra muitos, muito mais excitante, emocionante que qualquer clássico na última rodada do Campeonato Brasileiro.

Muitos dos que dão à Dilma a oportunidade de ser reconhecida como a faxineira da República, são os que mais torcem por sua derrocada. Se Dilma faz faxina é porque tem faxina pra fazer. Se tem faxina pra fazer é porque ou ela recebeu uma “herança maldita” do Lula ou de si mesma, como ex-chefe da Casa Civil. Se não é herança, é erro nas escolhas. Se é erro nas escolhas, é incompetência. Se não é incompetência, é vítima do sistema.

Se é tudo isso, é certeza de que não tem faxineira que dê conta da tarefa. Outros dois ministros já estão escorregando. Ou Dilma dá um jeito de secar logo essa rampa ou em breve vão lhe vestir outra personagem, muito menos divertida.

Onde foi que Ricardo Teixeira e João Havelange erraram?

Imagino que aos  95 anos de idade, João Havelange já tenha feito de tudo e mais um pouco pelo poder, no poder e com o poder na mega indústria do futebol.

Foram 18 anos como presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos que, incluindo o futebol, congregava 24 modalidades esportivas) e outros 24 anos como presidente da FIFA, além dos 48 anos como integrante do COI (Cômitê Olímpico Internacional).

Tantos anos de serviços prestados ao esporte (com ou sem ironia) não impediu que, às vésperas de, provavelmente, sua última grande jogada, uma de suas tantas malfeitorias o expusesse constrangedoramente à comunidade esportiva internacional. Antes que sua biografia fosse manchada com a expulsão do COI, alegou problemas de saúde e saiu pelas portas do fundos da instituição.

Depois de tantos à frente dessas entidades e de sua considerável contribuição para a escolha do Brasil como sede das próximas Copa do Mundo e Olimpíadas, João Havelange parecia ter um ùltimo desejo: fazer de Ricardo Teixeira, o próximo presidente da FIFA.

Esse desejo ele revelou publicamente pela primeira vez (pelo menos que eu saiba) numa entrevista concedida à Folha em junho de 2008. No desaparecido 1982 Esporte Clube eu publiquei essa entrevista que, além dessa declaração chamava a atenção para outros assuntos interessantíssimos. Mas ninguém – nem a Folha – quis repercutir muito as confissões do Havelange à época.

Feito essa e outras considerações, a pergunta que me faço é: Onde foi que João Havelange e Ricardo Teixeira erraram? Porque eu quero mais é que vá pra tonga da mironga do kabuletê quem acha que denúncias tão graves com consequências tão drásticas como essas contra os dois não tenha por detrás delas interesses muito menos nobres do que simplesmente limpar, moralizar o alto comando da mega indústria esportiva.

João Havelange, principalmente, deve ter subestimado algum ex-aliado, se esquecido de fazer um agrado a algum inimigo político ou, fundamentalmente, não contava com a astúcia do atual presidente da FIFA, Joseph Blatter, que, a princípio, diz não pretender se canditar à reeleição em 2015 mas, por questão de honra ou desonra, não admite não fazer seu sucessor.

Tem muita gente poderosa envolvida nisso tudo. Pelo jeito, João Havelange e Ricardo Teixeira têm menos poderes do que imaginavam.

5 de dez. de 2011

O Corinthians é o Campeão Brasileiro de 2011?

Esse ano não deu pra acompanhar o Campeonato Brasileiro como sempre fiz nos anos passados (a ponto de assistir 5 jogos de uma só vez). É que esse ano o Campeonato, pra mim, deixou de ser diversão muito cedo; passou a ser sofrimento desde a 4° rodada do returno quando um urubu pousou no meu ombro e me convenceu de que o Cruzeiro cairia para a segunda divisão: não tive mais olhos para o sofrimento dos outros. No máximo, os melhores momentos dos jogos e a tabela de classificação no jornal. 

Que o Corinthians seria campeão eu nunca tive certeza. Mesmo ontem próximo aos 40 minutos do 2° tempo eu ainda acreditava (não que torcia) que no Pacaembu o Marcos Assunção poderia acertar o ângulo do goleiro Júlio César e que no Engenhão o Vasco poderia fechar o seu emocionante 2011 com chave de ouro. Como o jogo do Cruzeiro terminou antes, acabei me dispersando e não ouvi o grito de campeão no Pacaembu.

Secar o Corinthians eu comecei na primeira rodada do Campeonato na vitória de 2 x 1 sobre o Grêmio no Olímpico, com uma atuação que me convenceu de que o time do Titi seria o principal adversário do Cruzeiro pelo título do Campeonato. Isso ficou lá nos desaparecidos arquivos do “1982 Esporte Clube” e  naquela vitória com aquele golaço do Wallyson, no Pacaembu, ainda pela 11° rodada do primeiro turno.

Acompanhei menos do que gostaria mas me vejo obrigado a arriscar um palpite: esse é o mais autêntico, menos contestado e, talvez, o mais honesto título conquistado pelo Corinthians nos últimos anos. Dessa vez, pra tristeza geral da nação, não sobrou nenhum motivo pra choradeira, pra teorias conspiratórias ou desejo de matar um árbitro.

Outro ponto que deve ser ressaltado é a “confiança no projeto”  demonstrada pelo Andrez Sanches. Nenhum especialista conseguiu explicar como um presidente do Corinthians manteve um treinador  após a eliminação da Libertadores para o Tolima. E manteve a confiança durante o mau momento que o time passou durante o Campeonato, apesar de toda pressão.

O título acabou confirmado no único 0 x 0 da última rodada, o que não tira nenhum pingo do brilho da conquista, claro. Mas é que ainda costumamos ver o último jogo como o capítulo final da novela que exige uma última grande cena do(s) herói(s). No caso do futebol, um gol para ser reprisado eternamente como o símbolo maior da conquista.

Talvez, tenha sido só mais um capricho do destino. O maior símbolo dessa conquista, inevitavelmente, será a lembrança do eterno ídolo Sócrates.

Cruzeiro 6 x 1 Atlético-MG.

Felicidade!

Vergonha!

Honra.

Lisura.

Honestidade?

Tristeza!

Grito!

Silêncio.

Lágrimas…

Vingança.

Vida!

Pra quê?

Morte!

Por quê?

Nunca mais!

Para sempre!

Esperança!

Em quê?

2 de dez. de 2011

O Partido Liberdade e Justiça (PLJ), braço político do grupo islamita Irmandade Muçulmana, se declarou o vencedor da primeira etapa das eleições legislativas no Egito, realizada nesta segunda-feira e terça-feira. Em comunicado, o partido afirmou que obteve mais de 40% dos votos na maioria das nove províncias onde ocorreu esta primeira fase, entre elas onde estão localizadas a capital Cairo e Alexandria, segunda maior cidade do país.

Os islamitas afirmaram que venceram a lista fechada, na qual vota-se apenas na legenda, nas províncias de Fayum, Mar Vermelho, Cairo e Asiut. Dois terços das cadeiras da Assembleia do Povo, a Câmara Baixa do Palamento egípcio, serão definidos com esses votos. Na lista aberta, a Irmandade Muçulmana afirmou que vários de seus candidatos foram bem votados. Pelas regras da eleição no Egito, um terço das vagas do Parlamento fica com os candidatos vencedores.

O jornal estatal Al Ahram confirmou a vitória dos islamitas, afirmando que o Partido Liberdade e Justiça e o Al Nour, legenda salafista, foram os dois primeiros em seis das nove províncias onde houve a votação. Em Alexandria, o jornal afirma que a Irmandade Muçulmana alcançou 41% dos votos e os salafistas, 24%. O resultado oficial, no entanto, só deve ser divulgado nesta quinta-feira, declarou a Comissão Eleitoral, que ainda contabiliza votos em localidades mais distantes e também dos egípcios que vivem no exterior. (da VEJA)

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Na edição de domingo, o Estadão publicou entrevista com  um dirigente do partido radical – salafista – Al-Nur (ou Al Nour ou Al Noor), Nader Bakkar. Ele bancou o moderado. Confira:

Vocês aceitam que os militares fiquem no poder até a realização da eleição presidencial? Sim, mas com funções bem específicas, de manutenção da ordem, defesa do país e política externa. Não interferindo em todos os assuntos da vida cotidiana dos egípcios e deixando que o governo civil cuide dos assuntos internos, sem pressão, como a que exercia sobre o gabinete anterior.

Quais são as reais intenções dos militares? Na minha opinião, o conselho militar não acredita que o povo egípcio possa ter uma democracia e um regime civil, como deve ser. É uma ideia preconcebida de que os egípcios não conseguem se governar sem a intervenção militar nas questões internas e externas.

O sr. acha que eles querem desempenhar o papel de barreira contra a influência islâmica, como ocorreu na Turquia? Algumas pessoas aqui no Egito querem isso, mas agora não podemos dizer se o Conselho Supremo das Forças Armadas é a favor ou contra esse papel.

O sr. não tem certeza de qual é a posição deles sobre um Estado islâmico? Não quero responder.

Que tipo de influência o sr. acha que o Islã deve ter sobre a Constituição? Esperamos nos tornar um Estado civil, não um Estado secular. Com leis que emanam da sharia (lei islâmica), já que é a principal cultura do povo aqui. Até mesmo dos cristãos. Mesmo antes da revolução, uma vez um tribunal daqui decidiu que um cristão podia se casar de novo e o papa condenou essa decisão, dizendo que queria que prevalecesse a sharia, que se aplica a todo o país, e estabelece que os cidadãos devem obedecer à religião, não ao tribunal. E a Justiça concordou, porque é o que diz o Artigo 2.º da Constituição, que as leis emanam da sharia. Portanto, não temos nenhum conflito com os cristãos. Mas, se as leis liberais prevalecem, as pessoas podem se casar e divorciar quantas vezes quiserem, o que é contra a religião cristã. A sharia diz que os cristãos podem consultar sua Igreja sobre todas as questões pessoais.

Que outros aspectos da vida devem ser governados pelos princípios islâmicos? Estamos falando genericamente de todos os princípios, mas tudo vem de forma gradual. Queremos aplicar as normas da sharia também na economia. Por exemplo, o zakat, a transferência de dinheiro dos ricos para os pobres. A eliminação dos juros, outro preceito islâmico, é a melhor medida para a economia. Até os maiores economistas reconhecem isso, assim como os manifestantes do movimento Ocupe Wall Street. Mas não podemos baixar os juros para zero de um dia para o outro. Seria catastrófico, até para os títulos da nossa dívida. Temos de respeitar os contratos assinados com outros países. Também queremos incentivar, com empréstimos sem juros, as pequenas e médias empresas, como fez o Lula no Brasil.

E o véu? Vocês querem mudar a maneira como as mulheres se vestem? Não vamos impor nada ao povo egípcio. A sharia desapareceu da vida das pessoas por muito tempo. Elas não têm uma visão completa da sharia, não sabem como ela as beneficiará, as levará para o caminho certo. Então, não podemos dizer: ‘OK, pessoal, agora governamos vocês e queremos impor isto e aquilo’, coisas que eles nunca ouviram falar. As coisas vêm gradualmente, com discussão, por meios democráticos, e temos certeza de que os egípcios aceitarão bem a sharia.

Como era sua vida política antes da revolução? Tanto nós quanto os outros não tínhamos liberdade. Era como uma peça de teatro. O partido do governo era o herói e todos os personagens. Éramos a plateia. Não podíamos fazer nada a não ser pagar os ingressos.
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Surpreendente avanço salafista preocupa os laicos no Egito

por Sarah Benhaida/ Agência AFP (01/12)

A ideia de um Parlamento dominado por uma aliança entre a Irmandade Muçulmana e os salafistas provoca inquietações nos meios laicos e na comunidade copta.

“O temor é que se as correntes islamitas dominarem o Parlamento, isto pode culminar em um sistema não democrático e autoritário sob cobertura religiosa”, afirmou Hassan Nafaa, professor de ciência política na Universidade do Cairo, citado por Al Churuq.

“Não queremos substituir Mubarak por um regime teocrático autoritário”, acrescentou.

De qualquer forma, a coalizão entre o PLJ e o Al Nur não é algo já conquistado. O Al Nur, que formava parte da Aliança democrática dirigida pela Irmandade Muçulmana, saiu desta para criar sua Aliança Islâmica.
Os salafistas, que reivindicaram uma interpretação mais rigorosa do islã, convocam a aplicação da sharia (lei islâmica) nos terrenos político, social e econômico.

Estes resultados só envolvem o primeiro terço do Egito, que votou na segunda e terça-feira. As eleições continuam em todo o país até o dia 11 de janeiro pelos deputados e depois até o dia 11 de março para a Shura (senado).

No entanto, se esta tendência se confirmar nas próximas etapas da eleição, a Irmandade Muçulmana se converterá na maior força política egípcia, depois de ter sido reprimida durante décadas no regime do presidente deposto Hosni Mubarak.

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Sabem o que isso significa? Que aos poucos vai sendo esclarecido o verdadeiro objetivo dessa “Primavera Árabe”, que não dá flor nem para o funeral de suas vítimas.  Albert Pike  deve estar se remexendo no túmulo.

1 de dez. de 2011

Ronaldo blinda Ricardo Teixeira por amor ao povo. Que nojo!

Eu sei que faz parte do jogo mas não precisava ser tão hipócrita, tão mesquinho, tão nojento.

Que o Ronaldo abrace o Ricardo Teixeira, o Fernandinho Beira-Mar, o Nem, o José Dirceu ou um monte de travestis em nome de qualquer interesse, pouco me atinge. Fundamentalmente porque eu não sou um desses carentes que se apegam à imagem de “ídolos” como referência da minha personalidade.  Muito menos à imagem do Ronaldo que, além do que fez em campo, nunca disse ou fez alguma coisa que me servisse como inspiração, exemplo, espelho.

Portanto, que faça o que quiser com quem quiser e que influencie quem careça de sua influência.

Que a FIFA, os governos federal, estaduais e municipais, as empreiteiras e grande parte da imprensa fiquem excitados com a presença do Ronaldo no COL – Cômite Organizador Local da Copa de 2014 – e tire bastante dos “holofotes negativos” do Ricardo Teixeira, deveria ser problema só deles.

Mas o que a gente faz quando tem crise de nojo ouvindo um “ídolo do povo”, abusando da inteligência e do senso crítico do…povo? Enfia o dedo na garganta ou toma água com limão?

“Não tenho nada a ganhar – podia jogar tudo que conquistei pela janela. Não tenho nada a ganhar mas resolvi pensar no povo”.

“Eu quero fazer isso pelo povo”.

“Minha idéia é de aproximar, fazer com que o povo brasileiro tenha orgulho”.
“O povo tem que sentir orgulho dessa Copa”.

“Essa Copa no Brasil é um grande orgulho para a gente. Essa Copa não é da Fifa, do Comitê Organizador, da CBF ou do governo. A Copa é do povo.”

Ok! Eu compreendo que a Copa do Mundo de 2014 está carente de bons vendedores, boa propaganda, boas imagens… e não adianta entrar no côro dos “do contra” e só dar enfâse ao “lado” negativo porque isso só tornará tudo ainda pior do que está.

Não adianta mais lamentar; a Copa do Mundo vai acontecer e é melhor explorar, estimular, enfatizar os fatores positivos a fim de que a maioria das pessoas estampem um sorriso no rosto e consumam o produto. Isso fará bem ou, pelo menos, menos mal,  psicologicamente e financeiramente ao país. E eu sei que no Brasil ainda não inventaram método mais eficiente de criar um bom clima do que usar um “ídolo do povo” para dizer que “a Copa é do povo e para o povo”.

Se eu sinto nojo deve ser por algum problema psíquico ou estomacal ou gastrointestinal. Devo procurar ajuda?

O Cruzeiro noutros 4 de Dezembro.

As horas vão passando e fica cada vez mais difícil ignorar a importância do jogo do próximo domingo, 4 de Dezembro.


Estou sofrendo pouco, por enquanto. Afinal, estou educando minhas emoções para o pior desde a derrota para o Santos, ainda na 4° rodada do returno, quando um mau pressentimento tomou conta das minas emoções.

Não sou dado a otimismo e pessimismo mas costumo dar crédito à minha intuição; com a devida moderação, claro. Passei os últimos dois meses respondendo a quem me perguntava o que eu acahava que iria acontecer com o Cruzeiro, “chegou a nossa vez”. Escrevi isso algumas vezes aqui no blog.

Mas…não faltam ótimas frases de efeito, provérbios, ditados e argumentos plausíveis, lúcidos, racionais para se apegar, para acreditar na vitória – ou outra forma de salvação – no domingo.

Basta uma vitória, o que não seria nenhuma mazembada, nenhum maracanazzo, nenhuma sarriada. Possível e nem tão improvável assim, apesar de toda mediocridade apresentada pelo Cruzeiro no returno do Campeonato.

Curioso é que após o jogo contra o Ceará, onde deixamos escapar a permanência na primeira divisão nos últimos minutos, ao invés de me abraçar à certeza do pior que insiste em me “aconselhar” há muito tempo, fui tomado por uma repentina euforia e cheguei a externá-la no facebook: “O galo nunca decepciona um cruzeirense. Nem tudo tem uma primeira vez. ♪Clube Atlético Mineiro, alegria do Cruzeiro♫”.
Está vendo! Por essas e outras não levo tão a sério minha intuição. rsrs

Mas hoje numa tentativa de aliviar a tensão, resolvi me apegar à uma mera curiosidade: quantas vezes o Cruzeiro já jogou num 4 de Dezembro? Sei lá, vai que tem uma coincidência histórica aí a qual eu possa me apegar…

Comecei pesquisando – no Almanaque do Cruzeiro do Henrique Ribeiro – a partir de 1995. E o que encontrei? Três jogos e três derrotas. Poxa, que coisa, hein! Que coincidência desgraçada! Acabei pesquisando nos 90 anos da história do clube. O resultado é esse: Quantos jogos o Cruzeiro disputou num 04 de Dezembro?

1960 – Cruzeiro 2 x 1 América Campeonato Mineiro -  Independência – BH Gols: 2. Rossi (C) Cruzeiro: Josué; Massinha, Benito, Nilsinho, Amauri, Cléver, Nonô, Emerson, Elmo, Rossi e Raimundinho; Téc.: Niginho

1966 – Cruzeiro 1 x 0 América Campeonato Mineiro – Mineirão -BH Gol: Itaci Vilela Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, Vavá, Cláudio, Spencer, Wilson Almeida, Zé Carlos, Marco Antônio (Dalmar), Caixa, Batista e Ílton; Téc.: Airton Moreira

1975 – Cruzeiro 1 x 1 América-RJ Campeonato Brasileiro – Mineirão Gol: Palhinha (C) Cruzeiro: Raul; Nelinho, Moraes, Darci Meneses e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos e Eduardo; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho; Téc.: Zezé Moreira

1977 – Flamengo 3 x 1 Cruzeiro Campeonato Brasileiro – Maracanã Gol: Nelinho (C) Cruzeiro: Raul; Nelinho, Zezinho, Darci Meneses e Vanderlei; Flamarion, Erivelton (Lívio), Eduardo; Valdo (Paulo César), Revétria e Joãozinho; Téc.: Aimoré Moreira

1988 – Botafogo 1 x 1 Cruzeiro Campeonato Brasileiro – Caio Martins – RJ Gol: Careca (C) Cruzeiro: Pereira; Dinho, Ademir, Gilmar Francisco e Wladimir; Paulo Isidoro, Heriberto e Careca; Betinho, Hamilton (Róbson) e Édson (Éder); Téc.: Carlos Alberto Silva

1991 – Cruzeiro 2 x 1 Rio Branco Campeonato Mineiro – Estádio JK – Andradas Gols: Macalé e Charles (C) Cruzeiro: Paulo César; Andrade, Paulão (Vanderci), Adilson e Célio Gaúcho; Rogério Lage, Boiadeiro e Macalé; Mário Tilico, Charles e Marquinhos (Ramon); Téc.: Ênio Andrade

1996 – Velez Sarsfield 2 x 0 Cruzeiro Final da Supercopa – José Amalfitani – Buenos Aires Cruzeiro: Dida; Vítor, Gélson, Gílmar e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleison e Palhinha (Donizete); Paulinho Mclaren e Aílton (Da Silva); Téc.: Levir Culpi

1999 – Vasco 3 x 1 Cruzeiro Torneio Seletivo para Copa Libertadores – São Januário – RJ Gol: Muller (C) Cruzeiro: André; De La Cruz, Marcelo Djian, Cris e André Luiz; Donizewte, Marcos Paulo (Paulo isidoro), Donizete Amorin (Marcelo) e Valdo; Aléx Alves e Muller; Téc.: Paulo Autuori

2005 – Cruzeiro 1 x 3 São Caetano Campeonato Brasileiro – Mineirão – BH Gol: Alecsandro (C) Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Moisés, Edu Dracena e Wágner; Maldonado (Diogo), Martinez, Adriano Gabiru (Francismar) e Kelly (Wando); Alecsandro e Diego; Téc.: PC Gusmão

9 jogos, 3 vitórias, 2 empates e 4 derrotas.

Pronto. Já posso procurar outra coisa pra me ocupar e disfarçar a ansiedade.

BMG/Ricardo Guimarães: "O dono do futebol brasileiro".

A última edição da Época Negócios (Novembro/2011) faz uma bela propaganda do BMG e joga ainda mais luzes na reluzente careca de seu presidente, Ricardo Guimarães.Resolvi separar alguns trechos do mimo por tópicos. Confere aí:

Como está o BMG 

“…os Pentagna Guimarães…tudo que vendem é o crédito consignado a servidores públicos municipais, estaduais e federais, além de aposentados e pensionistas do INSS. Esse tipo de operação, que tem baixo risco de inadimplência porque desconta as parcelas devedoras diretamente da folha de pagamento, movimenta hoje no Brasil cerca de R$ 130 bilhões, gerados por pelo menos 60 instituições financeiras. Desse montante, R$ 23 bilhões foram emprestados pelo BMG – 18% do mercado, perdendo apenas para o Banco do Brasil. São números que o levaram ao primeiro lugar no ranking dos 20 bancos mais rentáveis sobre o patrimônio em 2010, segundo o anuário Valor 1000. E que conferem ao BMG perto de 10% de todo crédito à pessoa física gerado hoje no país, independentemente da modalidade.

Quais as perspectivas

Essa maravilha de cenário deve começar a mudar em 2012, impondo ao BMG o desafio de abrir novas fronteiras de atuação – sob pena de ser engolido pela concorrência das grandes instituições bancárias…”Até aqui o BMG foi muito bem sucedido em sua estratégia de atuação no mercado. No entanto, a concentração quase exclusiva de sua atividade no consignado gera pelo menos dois efeitos negativos: o aumento do risco e a perda da oportunidade de fidelização do cliente, que só encontra outros produtos na concorrência”, afirma o ex-diretor do Unibanco Ricardo Mollo. “O consignado continuará sendo nosso principal produto, mas esperamos que a médio prazo represente no máximo 70% dos negócios”, diz Ricardo Guimarães.

O futebol como estratégia

Foi justamente pensando na diversificação de seus produtos que o BMG resolveu, antes de qualquer coisa, vestir a camisa do futebol com o patrocínio do Atlético-MG a partir de Janeiro de 2010. “Lá atrás, isso já era parte da estratégia que hoje está sendo consolidada. A penetração que conseguimos com o consignado nos oferecia a base para crescer. Mas faltava o conhecimento da marca para além do funcionário público e do aposentado. Agora, quando o sujeito vir nosso cartão de crédito, vai dizer ‘as, o BMG eu conheço’, e isso graças ao futebol. São as três letrinhas laranjas, cor essa que todo time quer mudar mas a gente não aceita de jeito nenhum“, diz Ricardo Guimarães. [...]

Maior patrocinador do futebol brasileiro, o BMG estampa o uniforme de 39 clubes, seja em patrocínios de maior envergadura, em que a marca aperece no peito e nas costas, ou nos mais comedidos, em mangas de camisa. A exposição de seu logotipo financia, ainda, três equipes da Superliga masculina de vôlei e duas da feminina; três times de basquete, entre eles o Flamengo; a ginasta Jade Barbosa; o lutador Vitor Belfort e até o apresentador Otávio Mesquita, convertido em piloto da Copa Mercedes…O investimento na chancela esportiva chega a a R$ 60 milhões anuais, mais de 90% de tudo que o banco destina ao marketing.”

Resultados do marketing

 Uma série de pesquisas da consultoria independente Sport+Markt, que monitora estratégias de investimento no marketing esportivo em todo o mundo, dá conta da eficiência do modelo de patrocínio pulverizado adotado pelo BMG. Em julho de 2009, o banco aparecia em 92° lugar num ranking de marcas associadas espontaneamente ao futebol brasileiro. Em março deste ano, chegou à 4° posição, superando tradicionais investidores do esporte como Adidas, Brahma, Skol, Coca-Cola, Fiat e Batavo. [As três primeiras colocadas na pesquisa foram Itaú, Nike e Bradesco].

Soccer BR1

Com um pé no futebol, por que não os dois? Em meados do ano passado, os sócios do BMG criaram o fundo de investimento SOccer BR1, para operar a compra e venda de jogadores.  O BMG é cotista único do fundo, no qual investiu até agora perto de R$ 50 milhões. Não é dono sozinho do direito econômico de nenhum dos 60 jogadores que possui – seu modelo de negócios privilegia as participações, nunca superiores a 50%. Dessa forma, garante o interesse de outros sócios na venda do atleta, incluindo prioritariamente o clube onde ele atua. “Não adianta investir 100%, porque na hora de vender o cartola diz ‘Poxa, vou criar um desgaste com a torcida e não vou levar nada?’ Aí, faz de tudo para barrar a negociação”, afirma Ricardo Guimarães.

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Segundo Guimarães, o fundo tem “60% de atletas reconhecíveis por alguém que entende de futebol e 40% de jovens apostas”. Até agora, o banco já negociou 13 jogadores, com retorno médio 60% superior ao valor pago na compra. Do Cruzeiro, o BMG vendeu GIl e Henrique. Do Corinthians, Dentinho e Elias. “É mais ou menos como ação em bolsa de valores. Se um jogador aumenta o valor e você não realiza, pode perder a oportunidade”.

Segunda divisão com o Atlético-MG

“Quando o time caiu, a torcida foi para a porta do meu prédio exigindo que eu saísse. Recebi ameaças e telefonemas anônimos. Fizeram passeatas no centro e o meu enterro simbólico. São coisas desagradáveis”, diz Ricardo Guimarães.

Mensalão

Ricardo Guimarães chegou à presidência do banco em 2005, quando presidia o Atlético-MG. Não chegou em boa hora – no mesmo ano, o escândalo do mensalão acabaria por envolver o banco, que havia feito um empréstimo de R$ 10 milhões para Cristiano Paz e Marcos Valério, sócios da agência de propaganda SMP&B.  “Eu mesmo, pessoalmente, validei o empréstimo, que era absolutamente normal e tinha todas as garantias. Mandei emprestar o dinheiro e o que mais quisessem“, afirma Flávio Guimarães [pai do Ricardo]. Os sócios do BMG não estão entre os 38 réus que serão julgados pelo STF. O BMG, no entanto, continua sendo chamado de “o banco do Mensalão”.